essa é a primeira divagação...primeiro texto no blog, em primeiro lugar agradecer os loucos que estão lendo (perdendo seu tempo) =P
gostaria de lembrar que aqui não há conclusões, mas como o nome sugere: divagações
como primeiro foco gostaria de escrever sobre concurso público, no entanto não no enfoque atual e corriqueiro, mas sim do ponto de vista econômico e da "otimalidade" do mercado de trabalho.
Muitos argumentam que as vantagens de um concurso público são os bons salários e a estabilidade no emprego em relação ao ambiente privado.
Fazendo um pouco de advogado do diabo, mas vamos lá.....
não são poucos os pares meus que hoje estão bem empregos na esfera privada com bons salários, muitos economistas e outros não economistas também. Em geral todos com boas qualificações e com boa capacidade intelectual/acadêmica. Com isso vejo que não há pressão sobre esses bons profissionais a uma corrida ao concurso público. E ainda para eles, não raro é a presença de propostas de emprego.
Pode ser que a amostra esteja viesada, mas para eles a sedução do concurso publico não está presente.
Com isso surge a causa dessa divagação, em um país com crescimento econômico bom, faltariam bons empregos privados? a priori tenho a chutar uma resposta negativa. Mas sim que ocorra a falta de sinais claros do mercado de trabalho privado em que tipo de profissionais, qualificações estão necessitando. Ou seja, a imperfeita informação neste mercado faz com que ocorra uma sensação de diminuição de demanda por traballho (diminuição relativa) e com isso uma maior pressão sobre os concursos públicos. Acrescentaria ainda os extensos processos seletivos de grandes empresas (que oferecem os melhores empregos) como impulsionador disso. (não estou criticando os processos seletivos, buscam melhores profissionais, mas estou colocando um ponto adverso desses processos). Por acaso, existiria sinal mais claro ao mercado que um edital com formação e salários?
Outro ponto, em relação ao nível médio. Parece claro que o custo relativo de estudar para um concurso nível médio / qualificação nível médio em relação ao salário relativo dessas opções. Me parece que nesse caso o concurso oferece vantagem sim e por isso o concurso seria a melhor opção. No caso do superior, não sei ao certo, as diferenças informacionais e desse custo/salário não são tão claros pra mim. Uma vez que ha uma maior heteregeneidade entre as carreiras....
Vale ressaltar do ponto de vista de bem estar de sociedade, não é claro a idade ótima para alguem ingressar na carreira publica, do ponto de vista da sociedade. Dado que uma pessoa está na fase mais produtiva da carreira, ele geraria maior bem estar no mercado privado ou público?? E quando está com menor produtividade, lá pelos 40 anos por exemplo e quer maior estabilidade (dada a presença de familia/filhos) não seria a idade ideal para um emprego publico??
ou seja, há uma alocação intertemporal entre emprego publico privado do ponto de vista individual e social que deve ser levado em conta.........
=D
ResponderExcluirhahahhaha.. muito bom!!!rs
ResponderExcluirGrande Silveira!
ResponderExcluirJá faz um tempo que eu desertei a carreira de economista de fato, mas vou arriscar dar alguns pitacos. Peço que desconsidere uma eventual falta de rigor teórico.
Concordo com a assimetria de informação em relação a disponibilidade de empregos (especialmente em relação aos bons empregos) no mercado privado. Contudo, acrescentaria mais algumas razões para a preferência pelo emprego público.
1) Em primeiro lugar, recordo aquele antigo princípio Neoclássico: os agentes, no momento de ofertarem seu trabalho, não apenas analisam a utilidade (marginal) do consumo proveniente dos salários recebidos com o emprego. Eles também ponderam esse benefício com a Desutilidade Marginal do trabalho. O trabalho, encarado como uma atividade desgastante, é visto como um bem "MAL", que gera perda de utilidade.
Sabemos muito bem (ou pelo menos assim reza a lenda) que trabalhar numa empresa privada requer mais esforço/empenho por parte do empregado do que numa empresa pública (onde supostamente as pessoas passam o dia inteiro bebendo café, lendo o jornal e jogando paciência).
Ora, este estado de coisas atrai todos aqueles que preferem o pouco esforço à uma atividade que os realize profissionalmente (talvez a sua realização esteja justamente no pouco esforço).
2) Talvez os agentes julguem que o atual crescimento econômico não seja duradouro. Por isso, se utilizam de uma taxa de desconto muito alta na hora de atualizar os benefícios futuros do emprego privado. Ou seja, eles pensam algo do tipo "agora há bons empregos com bons salários, mas não acredito que isso se mantenha no futuro. Especialmente, não acredito que isso perdure o tempo suficiente para eu me aposentar".
Aguardo mais divagações.
Abs.
Pimenta
Não sei como vc, ou seus amigos, vão interpretar o que eu vou te dizer agora. Você sabe que conheço muitas pessoas de diversos lugares do Brasil. E vou te dizer que, do que eu conheço (deixar isso bem claro) não conheço povo com mais propensão a considerar carreira pública do que brasilienses (ou os que lá estão) e cariocas. Aqui em SP, pelo menos, onde minha amostra de pessoas conhecidas é infinitamente maior, pouquíssimos dos meus amigos, arrisco dizer que menos de 5% deles, já cogitou um cargo público. Talvez seja pq aqui, pra quem tem boa formação, não é tão difícil arrumar um emprego que remunere bem na iniciativa privada. Enfim, são só as minhas impressões.
ResponderExcluirEspero q vc não desista do blog! hehehe...
Beijos
Infelizmente, na minha carreira as coisas são um pouco diferentes. =/
ResponderExcluirAs empresas privadas oferecem cargos onde o profissional ganha um pouco mais do que um estagiário e trabalha muito; nos escritórios o ritmo é enloquecedor e o salário não compensa o estresse. Claro, que existem exceções, mas, em regra, os cargos públicos para o inicio de carreira, para se criar um nome de peso e depois se ir ao mercado privado ganhando bem e sem tantos problemas.
Boa sorte com o blog!! Pode deixar que continuarei lendo.
Beijãooo