No plano político, o país estará vivendo um ano bem “animado”. O primeiro ano de governo é sempre muito movimentado. A nova presidenta terá a vantagem de já conhecer a casa e se aproveitar do bom momento político para propor alterações importantes no país. Reformas são várias e necessárias. O andamento das coisas em 2011 será decisivo para o próximo ciclo político. No entanto a mais importante que é o setor aéreo. Propor mudanças agora e fazer investimentos são urgentes para a copa de 2014. Fazendo as coisas corretamente agora, o setor não trará problemas na copa. Vamos entender uma coisa, copa de 2014 é em ano eleitoral, o sucesso ou fracasso será exposto internacionalmente e isso será posto em cheque e será central na próxima sucessão presidencial. Ainda na política, em 2011 teremos o julgamento do caso do mensalão no STF. As atenções políticas serão todas para esse julgamento. Afinal de contas, por parte do procurador geral da republica, isso tudo é uma grande quadrilha. Marcos Valério, Zé Dirceu, Roberto Jeferson...isso tudo ainda vão voltar com força nos jornais.
Para o plano econômico tem uma cenário positivo internamente. Intensificação de investimentos (infra estrutura, energia em especial pré-sal e hidroelétricas, estádios, bem estar social) e a expansão do crédito devem manter o ritmo do crescimento. As principais questão devem ser o fomento do crédito de longo prazo privado e questões microeconômicas como tributação e eficiência dos mesmos. No plano internacional, os bons ventos externos encontrados pelo governo Lula não devem ser tão bons, mas, ao menos que a crise internacional configure um formato em W, não deve ter no impacto negativo. No máximo uma estagnação do cenário externo hoje vigente (como bom economista chuto na manutenção do estado atual das coisas, isso vale pra PIB e inflação =P). Questão em grande debate serão a chamada “guerra cambial” e a competitividade da economia brasileira. Vamos continuar reclamando ou serão tomadas ações práticas? No mínimo boas discussões serão levantadas. Tem a nossa ultra mega maior de grande taxa de juros ainda.......
No plano futebolístico o cenário não é bom!! =/ O time colorido e o menorzinho estão com times melhores, com melhor pé de obra e mais prontos que o meu mengão. O time do cinto de segurança ta mais ou menos ruim que nem o meu. Momento é de reformulação, de se livrar de velhos conhecidos e criação de novos valores e novos jogadores. No entanto, futebol é curto prazo! Qualquer solução pode causar muitas confusões. E como no flamengo ou é céu ou inferno, como diz o rei: são tantas emoções!!!! Hahaha desanimado que o ano do flamengo nunca é!!! =P
No plano pessoal as metas/objetivos são baseadas no desenrolar da macrometa master ultra principal núcleo de 2011 de defender a dissertação do mestrado. Espero isso até o término do primeiro semestre! Após isso principal objetivo é ter férias!! Merecidas férias! 1 Mês apreciando o ócio. Literalmente. Após isso, a palavra principal é arranjar um emprego! Algo que tenha o PPC de 1000 chopps por mês! Acho isso um salário justo pra mim!! Hehe No campo profissional é isso. Basicamente título, férias e emprego!! A parte fácil são as férias!! Hehehe Chegar com essas conquistas ao fim do ano já estará bom! No campo pessoal pessoal mesmo, acho que cuidar mais da saúde, mulheres, sinuca, tentar ao mesmo tempo ter uma vida mais social!! Essa coisa de mestrado ferra com a vida social dos mestrandos. No melhor estilo conceito econômico do trade-off né. Tentar conciliar a meta profissional com a pessoal esta em uma linha tênue e provavelmente estarei mais para cada lado em diversos momentos. Momentos mais concentrados para momentos mais fanfarrônicos. Equilíbrio per se é uma meta!
Espaço para divagar sobre coisas da vida, mas sempre mantendo o prisma do economista..espero gerar dúvidas, indagações, muito mais do que certezas...ou simplesmente fazer perderem o tempo de vcs =P
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
O que há por trás do nosso Tropa de Elite em tempo real??
A primeira questão que se coloca em um momento como esse no Rio de Janeiro é como fomos chegar a esse ponto? Como foi possível chegar a um ponto da cidade de que há a completa inexistência do estado? Como foi possível que deixássemos que isso ocorresse? E quando me refiro a nós digo em relação ao Estado propriamente dito e a população através das eleições e de manifestações? De que maneiras esse silêncio de ambas as partes veio eclodir na situação que enfrentamos nos dias de hoje? De que forma esse contrato implícito veio a acontecer? Perguntas interessantes, pois na comunidade existiam fabrica de munição, drogas e um mini hospital para os marginais, ou seja, não é de “agora” que o problema existe.
Desta forma posso afirmar que a sociedade criou uma dívida com ela mesma. Em algum momento toda dívida é cobrada. Vidas, destinos e sonhos são corrompidos e destruídos por essa dívida que criamos para nós mesmos.
Esse cenário, que vimos no complexo do Alemão, não é muito diferente das centenas de comunidades carentes do Rio de Janeiro.
No entanto, com a introdução das UPP em algumas comunidades da cidade e com o método de ação que não enfrenta os bandidos, mas sim os expulsam sem que ocorra um combate. Deste modo fica clara a questão de que esses bandidos não sumiriam e que em algum ponto a situação iria piorar sensivelmente. No entanto tem que se ressaltar que a tomada de território por parte da polícia sem derramamento de sangue em uma área densamente povoada é uma virtude a ser ressaltada.
Agora o que há por trás dos eventos desses dias? Acho que de uma forma ou de outra o governo e a sociedade começou a pagar a dívida que tinha com ela mesma. No entanto, as cenas de filme de guerra (ou alguém vai dizer que ver tanque de guerra nas ruas é normal?) e a idéia de que essa dívida a ser paga não seria “indolor” (depois falam que votos errados não custam vidas?) fazem com aumente-se o pânico sensação de segurança na população simplesmente desapareçam. Isso aliado ao histórico não muito “gracioso” e da fama das ações da força policial no Rio de Janeiro.
No entanto, em um momento em que a situação parecia piorar de vez, a população até então “acostumada” com a presença da bandidagem mostra um apoio até então inédito para as ações das forças policiais/armadas. Isso é um grande ganho em questão de consciência da população.
Outro ganho dessa situação é a atuação ainda que não completamente coordenada das forças armadas, polícias civil, militar, rodoviária e federal na ação. Atuando em conjunto. Coordenar tantos agentes, tantas agências e por que não tantos egos de comandantes não é tarefa fácil e muito provavelmente ainda teremos erros. No entanto, começar a realizar essas ações em conjunto pode dar uma experiência que pode servir de modelo para ações de segurança pública no país. Coordenação para usar o que cada agência tem de melhor.
Ou seja, apesar de tudo, vejo dois pontos positivos: a sociedade parece estar disposta a pagar a dívida com ela mesma e a coordenação entre as forças do estado.
No entanto um problema de décadas não pode ser resolvido de uma hora para a outra. As UPP têm dois anos de vida e essa ação que estamos acompanhando deve ser duradoura ainda. Nada é resolvido automaticamente. Uma das melhores frases é que “Não existe vácuo de poder”. Os bandidos assumiram o poder onde o estado se omitiu e agora o estado começa a recuperar esses espaços. No entanto isso não ocorrer de uma hora para outra e é um processo de, no mínimo, médio prazo. Só para citar Tropa 2, do início do filme até o ponto em que o tráfico estava sufocado e a milícia tomava conta se passaram 4 anos no filme. Período de muito trabalho e de muita inteligência nas ações. Após um início forte, de postura forte por parte do estado, será necessária muita inteligência para seguir adiante no processo de ressurgimento do Rio de Janeiro.
Desta forma posso afirmar que a sociedade criou uma dívida com ela mesma. Em algum momento toda dívida é cobrada. Vidas, destinos e sonhos são corrompidos e destruídos por essa dívida que criamos para nós mesmos.
Esse cenário, que vimos no complexo do Alemão, não é muito diferente das centenas de comunidades carentes do Rio de Janeiro.
No entanto, com a introdução das UPP em algumas comunidades da cidade e com o método de ação que não enfrenta os bandidos, mas sim os expulsam sem que ocorra um combate. Deste modo fica clara a questão de que esses bandidos não sumiriam e que em algum ponto a situação iria piorar sensivelmente. No entanto tem que se ressaltar que a tomada de território por parte da polícia sem derramamento de sangue em uma área densamente povoada é uma virtude a ser ressaltada.
Agora o que há por trás dos eventos desses dias? Acho que de uma forma ou de outra o governo e a sociedade começou a pagar a dívida que tinha com ela mesma. No entanto, as cenas de filme de guerra (ou alguém vai dizer que ver tanque de guerra nas ruas é normal?) e a idéia de que essa dívida a ser paga não seria “indolor” (depois falam que votos errados não custam vidas?) fazem com aumente-se o pânico sensação de segurança na população simplesmente desapareçam. Isso aliado ao histórico não muito “gracioso” e da fama das ações da força policial no Rio de Janeiro.
No entanto, em um momento em que a situação parecia piorar de vez, a população até então “acostumada” com a presença da bandidagem mostra um apoio até então inédito para as ações das forças policiais/armadas. Isso é um grande ganho em questão de consciência da população.
Outro ganho dessa situação é a atuação ainda que não completamente coordenada das forças armadas, polícias civil, militar, rodoviária e federal na ação. Atuando em conjunto. Coordenar tantos agentes, tantas agências e por que não tantos egos de comandantes não é tarefa fácil e muito provavelmente ainda teremos erros. No entanto, começar a realizar essas ações em conjunto pode dar uma experiência que pode servir de modelo para ações de segurança pública no país. Coordenação para usar o que cada agência tem de melhor.
Ou seja, apesar de tudo, vejo dois pontos positivos: a sociedade parece estar disposta a pagar a dívida com ela mesma e a coordenação entre as forças do estado.
No entanto um problema de décadas não pode ser resolvido de uma hora para a outra. As UPP têm dois anos de vida e essa ação que estamos acompanhando deve ser duradoura ainda. Nada é resolvido automaticamente. Uma das melhores frases é que “Não existe vácuo de poder”. Os bandidos assumiram o poder onde o estado se omitiu e agora o estado começa a recuperar esses espaços. No entanto isso não ocorrer de uma hora para outra e é um processo de, no mínimo, médio prazo. Só para citar Tropa 2, do início do filme até o ponto em que o tráfico estava sufocado e a milícia tomava conta se passaram 4 anos no filme. Período de muito trabalho e de muita inteligência nas ações. Após um início forte, de postura forte por parte do estado, será necessária muita inteligência para seguir adiante no processo de ressurgimento do Rio de Janeiro.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
democracia
Democracia...
Em um momento em que estamos vivendo a tal “festa da democracia” seria oportuno divagar sobre essa tal de democracia e minhas opiniões sobre ela no Brasil.
Primeiramente vou deixar claro muitos pesquisadores não conseguem deixar claro um conceito de democracia. Então pode ser que eu esqueça algum tópico do tema.
A democracia enquanto sistema deve ter por objetivo representar os desejos da população. Realizando um tratamento igual a todas as pessoas, objetivando os anseios da maioria, mas respeitando as minorias. Assim as eleições determinam as pessoas que, em nome do bem estar público, vão gerir, governar, pensar as estratégias para o desenvolvimento do povo. Com isso temos que, de certa forma, o povo cede o poder proveniente dele para um grupo de pessoas que este povo julga mais capacitada (capacidade de um modo geral) para governar a sociedade. No entanto essa cessão de poder não quer dizer que o povo faz a sua parte apenas nas eleições. Cabe a ele cobrar, opinar, reclamar, elogiar sobre a atuação dos seus eleitos. Estabelecendo assim um fluxo de informação contínuo.
Entramos na realidade brasileira. A classe política de um modo geral satisfaz os problemas da população? Mas profundamente, o povo vê a atuação da classe política como atuando bem? Para essas duas respostas penso que a maioria responderia que não. E diriam que isso é imutável. Algo sistêmico. Assim chego à conclusão que temos uma falha representativa sistêmica da nossa democracia. Muito comum ouvir: “ninguém faz nada e todos roubam”.
Outro ponto é a questão da opinião do povo sobre o momento da sociedade e da atuação do governante. As pessoas/imprensa são livres para opinar, discutir, relatar, expor erros dos governantes. Falando propriamente das pessoas, há uma noção geral de que reclamar e expor as opiniões não faz diferença. A existência de ouvidorias em órgãos governamentais como assembléia legislativa, política, saúde é quase que ignorada pela população. Isso em parte porque há uma falta de gestão por parte dos governos em ouvir de fato essas opiniões. Opa! Então têm uma falha de eficiência em um instrumento democrático. Em relação à imprensa, aqui ninguém é criança de achar que a imprensa é imparcial. Pessoas e instituições (enquanto seres encravados na sociedade) apresentam suas próprias opiniões e sofrem de incentivos para agir. Dado isso, a liberdade para essa imprensa seria necessariamente ser “vigiada” para não cometer abusos em suas opiniões? A resposta é não. Há meios democráticos para isso. Famosas ações de injúria e difamação na justiça são os meios de se apresentar queixar, ouvir defesa e um júri (independente) julgar. E assim, democraticamente avaliar as ações. Se por acaso, os acusados não denunciam os denunciadores, ou eles estão no ambiente: ele me acusa e eu acuso de volta ou eles próprios reconhecem que a não existe um judiciário independente.
Ahhhh...três poderes independentes é outro requisito da democracia. O executivo está para agir, no entanto, não pode fazer tudo o que quer, o legislativo está para discutir ações/leis/projetos e o judiciário está para ver se tudo está de acordo com as leis que regem a nossa sociedade.
Outro ponto importante para a existência de uma sadia democracia é a existência de oposição forte e coordenada, a alternância de poder entre as correntes políticas, mantendo um equilíbrio mínimo, para que não ocorram desvios ideológicos extremos por parte dos governantes. Seja para a esquerda ou para direita. Outro ponto, importante sobre o tema é que a pessoa em que esteja no governo nunca deve ser maior que o posto de presidente da república, por exemplo. A existência de personificação de pessoas por parte da população pode existir, mas há uma linha tênue entre a boa popularidade e o populismo.
Seguindo o Stanford, um dos pilares da democracia diz a respeito do papel do cidadão na democracia. Para o bom funcionamento da mesma, o cidadão “têm a obrigação de se informar sobre questões públicas, para assistir atentamente a forma como os seus líderes políticos e representantes de usar seus poderes, e para expressar suas próprias opiniões e interesses (...). Mas, para votar com sabedoria, cada cidadão deve ouvir as opiniões dos diversos partidos e candidatos e, em seguida fazer a sua própria decisão sobre quem apoiar.” De um modo geral, uma democracia puljante precisa que o cadidão esteja apto a participar dela. Participando como? Pensando, observando e julgando a sociedade, os políticos e o funcioamento do estado como um todo. Para isso é necessário que as pessoas entendam o significado e a importância da atuação, do seu voto, de emitir opiniões, de debater. A aptidão que disse acima tem a ver com educação. Mas não a educação enlatada que observamos (matemática, português...) mas sim com fato de fazer o cidadão pensar, raciocinar! Sou de opinião que matérias como filosoia, sociologia, cidadania devem ser ao menos discutidas em algum momento da formação da pessoa. Ou seja, não é possível que o nosso sistema democrático dê o poder de voto a uma pessoa de 18 anos sem dar a ela um mínimo de conhecimento sobre o que é democracia e o papel dela nessa sociedade. Sem essa formação, a democracia está dando um tiro no próprio pé!!! Como muito bem observou, Priscilla chegou a duas opiniões as quais concordo. De que a população a não sabe exercer de fato a democracia e que ainda não é capaz de entender a função dos partidos e alianças políticas. Se o poder emana do povo, com faz se este não sabe o poder que tem? Abre-se espaço para estruturas clientelistas que tendem a ter objetivos apenas interesses pessoais ou de determinado grupo.
Apesar desse cenário, em nenhum momento sou pessimista em relação à democracia brasileira. Bem ou mal temos uma justiça eleitoral que funciona que não tem sua idoneidade questionada. Por méritos dela, diga-se de passagem. Temos umas das melhores legislações em proteção das minorias existentes no mundo, por exemplo, estatuto do idoso e legislação para criança e adolescente. O judiciário, por mais que os ricos tenham mais acesso, se mantêm independente. Não são poucas as vezes que propostas de leis do próprio governo são declaradas inconstitucionais. A imprensa funciona livremente. São alguns aspectos que julgo positivos no Brasil.
Poderíamos ter um presidente que tenta se perpetuar no poder, que abafa os adversários políticos, que fecha emissoras de radio e televisão e que manda prender uma juíza por soltar um banqueiro que estava preso sem acusação. Não é mesmo Venezuela?
Não cheguei nem de perto a esgotar o assunto. Mas enfim, essas foram minhas divagações.
Em um momento em que estamos vivendo a tal “festa da democracia” seria oportuno divagar sobre essa tal de democracia e minhas opiniões sobre ela no Brasil.
Primeiramente vou deixar claro muitos pesquisadores não conseguem deixar claro um conceito de democracia. Então pode ser que eu esqueça algum tópico do tema.
A democracia enquanto sistema deve ter por objetivo representar os desejos da população. Realizando um tratamento igual a todas as pessoas, objetivando os anseios da maioria, mas respeitando as minorias. Assim as eleições determinam as pessoas que, em nome do bem estar público, vão gerir, governar, pensar as estratégias para o desenvolvimento do povo. Com isso temos que, de certa forma, o povo cede o poder proveniente dele para um grupo de pessoas que este povo julga mais capacitada (capacidade de um modo geral) para governar a sociedade. No entanto essa cessão de poder não quer dizer que o povo faz a sua parte apenas nas eleições. Cabe a ele cobrar, opinar, reclamar, elogiar sobre a atuação dos seus eleitos. Estabelecendo assim um fluxo de informação contínuo.
Entramos na realidade brasileira. A classe política de um modo geral satisfaz os problemas da população? Mas profundamente, o povo vê a atuação da classe política como atuando bem? Para essas duas respostas penso que a maioria responderia que não. E diriam que isso é imutável. Algo sistêmico. Assim chego à conclusão que temos uma falha representativa sistêmica da nossa democracia. Muito comum ouvir: “ninguém faz nada e todos roubam”.
Outro ponto é a questão da opinião do povo sobre o momento da sociedade e da atuação do governante. As pessoas/imprensa são livres para opinar, discutir, relatar, expor erros dos governantes. Falando propriamente das pessoas, há uma noção geral de que reclamar e expor as opiniões não faz diferença. A existência de ouvidorias em órgãos governamentais como assembléia legislativa, política, saúde é quase que ignorada pela população. Isso em parte porque há uma falta de gestão por parte dos governos em ouvir de fato essas opiniões. Opa! Então têm uma falha de eficiência em um instrumento democrático. Em relação à imprensa, aqui ninguém é criança de achar que a imprensa é imparcial. Pessoas e instituições (enquanto seres encravados na sociedade) apresentam suas próprias opiniões e sofrem de incentivos para agir. Dado isso, a liberdade para essa imprensa seria necessariamente ser “vigiada” para não cometer abusos em suas opiniões? A resposta é não. Há meios democráticos para isso. Famosas ações de injúria e difamação na justiça são os meios de se apresentar queixar, ouvir defesa e um júri (independente) julgar. E assim, democraticamente avaliar as ações. Se por acaso, os acusados não denunciam os denunciadores, ou eles estão no ambiente: ele me acusa e eu acuso de volta ou eles próprios reconhecem que a não existe um judiciário independente.
Ahhhh...três poderes independentes é outro requisito da democracia. O executivo está para agir, no entanto, não pode fazer tudo o que quer, o legislativo está para discutir ações/leis/projetos e o judiciário está para ver se tudo está de acordo com as leis que regem a nossa sociedade.
Outro ponto importante para a existência de uma sadia democracia é a existência de oposição forte e coordenada, a alternância de poder entre as correntes políticas, mantendo um equilíbrio mínimo, para que não ocorram desvios ideológicos extremos por parte dos governantes. Seja para a esquerda ou para direita. Outro ponto, importante sobre o tema é que a pessoa em que esteja no governo nunca deve ser maior que o posto de presidente da república, por exemplo. A existência de personificação de pessoas por parte da população pode existir, mas há uma linha tênue entre a boa popularidade e o populismo.
Seguindo o Stanford, um dos pilares da democracia diz a respeito do papel do cidadão na democracia. Para o bom funcionamento da mesma, o cidadão “têm a obrigação de se informar sobre questões públicas, para assistir atentamente a forma como os seus líderes políticos e representantes de usar seus poderes, e para expressar suas próprias opiniões e interesses (...). Mas, para votar com sabedoria, cada cidadão deve ouvir as opiniões dos diversos partidos e candidatos e, em seguida fazer a sua própria decisão sobre quem apoiar.” De um modo geral, uma democracia puljante precisa que o cadidão esteja apto a participar dela. Participando como? Pensando, observando e julgando a sociedade, os políticos e o funcioamento do estado como um todo. Para isso é necessário que as pessoas entendam o significado e a importância da atuação, do seu voto, de emitir opiniões, de debater. A aptidão que disse acima tem a ver com educação. Mas não a educação enlatada que observamos (matemática, português...) mas sim com fato de fazer o cidadão pensar, raciocinar! Sou de opinião que matérias como filosoia, sociologia, cidadania devem ser ao menos discutidas em algum momento da formação da pessoa. Ou seja, não é possível que o nosso sistema democrático dê o poder de voto a uma pessoa de 18 anos sem dar a ela um mínimo de conhecimento sobre o que é democracia e o papel dela nessa sociedade. Sem essa formação, a democracia está dando um tiro no próprio pé!!! Como muito bem observou, Priscilla chegou a duas opiniões as quais concordo. De que a população a não sabe exercer de fato a democracia e que ainda não é capaz de entender a função dos partidos e alianças políticas. Se o poder emana do povo, com faz se este não sabe o poder que tem? Abre-se espaço para estruturas clientelistas que tendem a ter objetivos apenas interesses pessoais ou de determinado grupo.
Apesar desse cenário, em nenhum momento sou pessimista em relação à democracia brasileira. Bem ou mal temos uma justiça eleitoral que funciona que não tem sua idoneidade questionada. Por méritos dela, diga-se de passagem. Temos umas das melhores legislações em proteção das minorias existentes no mundo, por exemplo, estatuto do idoso e legislação para criança e adolescente. O judiciário, por mais que os ricos tenham mais acesso, se mantêm independente. Não são poucas as vezes que propostas de leis do próprio governo são declaradas inconstitucionais. A imprensa funciona livremente. São alguns aspectos que julgo positivos no Brasil.
Poderíamos ter um presidente que tenta se perpetuar no poder, que abafa os adversários políticos, que fecha emissoras de radio e televisão e que manda prender uma juíza por soltar um banqueiro que estava preso sem acusação. Não é mesmo Venezuela?
Não cheguei nem de perto a esgotar o assunto. Mas enfim, essas foram minhas divagações.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Um passeio, um tanto aleatório, nos últimos 16 anos
Um passeio, um tanto aleatório, nos últimos 16 anos
Depois de ser acusado de ser simplista, tentarei colocar o meu ponto de vista do que ocorreu nesses últimos 16 anos em economia. Vamos lá...
Economia é uma ciência social. Isso faz com que ela tenha algumas características que qualquer análise sobre qualquer coisa não pode deixar de ter como pano de fundo. No meu ver eu tenho a impressão que os conceitos de path dependece, cumulatividade e complexidade.
O primeiro deles “Path dependence is the dependence of economic outcomes on the path of previous outcomes”. Ou seja, algo em economia é resultado em parte de um processo contínuo, histórico e gradual. Essa trajetória com isso impõe algum grau de inercialidade na trajetória futura em que a economia irá desempenhar. O segundo, cumulatividade, me diz que estando em uma trajetória, as ações realizadas hoje são em parte reflexão das suas decisões e das outras anteriormente realizadas. De um modo que as decisões não são independentes no tempo e contexto as quais estão inseridas. E por fim, a complexidade na economia, me traz a noção de que nada é totalmente possivelmente explicado e determinado por um modelo de tal modo que a+b=c em 1999 e a+b=d em 2008 é perfeitamente possível.
A idéia geral dos comentários abaixo é mostrar que essas três características fazem com que qualquer propaganda política no melhor estilo “no meu governo eu fiz mais que você no seu” e “eu fiz no estado mais do que você devia ter feito pelo país” é extremamente cheia de ruídos e em muitos momentos simplória. Por isso gostaria de pedir, e é o que eu to tentando fazer, analisar propostas, sem ideologia, para decidirmos o que é melhor, em temos de proposta, para o futuro do país. E não fazer um julgamento histórico FHC x Lula, pois este apresenta dois problemas: um é que não temos o distanciamento histórico para julgar, logo a análise está prejudicada e o principal, não será nenhum dos dois que estará sentado na cadeira de presidente a partir de primeiro de janeiro. Ou seja, tanto o Serra quanto a Dilma, pelo simples fato de serem pessoas diferentes farão governos diferentes que seus “padrinhos” políticos.
Nos últimos 16 anos saímos de uma situação de fraqueza por parte do estado, baixo dinamismo econômico, inflação e pouca relevância no cenário internacional.
Macroeconomicamente falando, iniciaram-se com um câmbio fixo, metas de inflação e superávit primário. Tivemos nosso primeiro grande sucesso com a inflação. Depois começou um debate sobre por quais que o Brasil não cresceria. Isso já se constatava um grande avanço. Fazia 20 anos que o Brasil não crescia e só se falava em inflação que até o debate sobre o crescimento tinha minguado. Abrindo um parêntese, livro muito bom: “Por que que o Brasil não é um país de alto crescimento?” Até que o Brasil de fato começou a crescer, principalmente no final do segundo governo Lula. Nesse rápido resumo sobre inflação e crescimento, pelo menos eu tenho a impressão de uma trajetória bem definida, com grande cumulatividade das ações. Se no passado crescíamos com pressão inflacionária, neste momento com o plano real foi decidido primeiro acabar com a inflação. Era o nosso “monstro” da vez. Após isso, em cima de uma inflação controlada passou-se a ter um debate em relação ao crescimento econômico. Que é o “monstro” da vez. Ou seja, estaríamos hoje discutindo crescimento, geração de emprego e outras coisas mais se não tivéssemos controlado a inflação? Fazer a pergunta contra-factual é sempre bom. Fica claro, pelo menos pra mim, que a cumulatividade se fez presente em uma trajetória na economia brasileira. E com isso, qualquer comparação simples (ou melhor, simplória) prejudica a formação de opinião.
A grande “inovação”, em termos de política econômica, do governo Lula foi o foco de uma política social clara e focada. Não vamos esquecer que o combate a inflação foi disparado a maior política social do governo FHC. A inflação do modo que estava se configura como o maior e mais perverso imposto sobre os pobres. Um imposto regressivo, ou seja, que os pobres pagavam proporcionalmente mais que os ricos. Piorando assim a distribuição de renda. Os ricos podiam se defender da inflação com acesso a bancos, por exemplo. Combate a inflação não é por si só uma política social e é justificado por outros argumentos de ordem econômica. Mas não vou entrar neles. Mas não podemos deixar de observar esse impacto social do combate a inflação. Voltando a política social. Com uma política social forte, o governo atacou um dos grandes problemas do desenvolvimento de longo prazo do Brasil. A distribuição de renda. Com um crescimento de renda mais dinâmico dessa parte da população, a ponto de melhorar a distribuição, introduzíamos uma nova fonte de crescimento na sociedade. As classes mais pobres começavam a ter renda que lhe dava acesso ao consumo, que gerava produção, que gerava empregos, e por aí a roda da economia vai em frente, ou seja, crescendo. Temos então uma trajetória, uma cumulatividade, aonde ambos os governos tiveram méritos. Méritos muito diferentes, mas inegáveis do ponto de vista social e econômico.
Mudando o rumo em 180 graus e falando de crises econômicas que ambos os governos enfrentavam. No segundo governo FHC, dos quatro anos de governo em três deles tivemos crise. E no único que não teve o país cresceu a 5,4% (se eu estiver errado nessas informações, por favor, me corrijam). Nas três crises tivemos um contágio via cambio fixo, reservas, e ataque especulativo que impactou internamente a crise até então fora do país. Com isso a crise encontrou um meio de entrar nas “engrenagens” da economia brasileira. Vamos lembrar que o câmbio (ainda tem acento isso depois da reforma ortográfica?) fixo era um dos pilares do combate a inflação. Um dos debates sobre isso é se demoramos demais a flexibilizar o câmbio, de modo a ter evitado o que ocorreu. Mas a preocupação na volta de inflação fez com que esse câmbio fixo fosse mantido até aonde deu. Em suma, crises que conseguiram de certo modo se endogeneizar na economia brasileira.
A crise enfrentada no segundo governo Lula foi o maior decable desde 1929. Uma crise originária nos EUA e que se alastrou fazendo com que países chegassem a ter um crescimento negativo de incríveis 15% no seu PIB. No entanto, enquanto uma crise fora do Brasil, essa última crise encontrou um país mais sólido. O câmbio não seria mais problema. Já que estava em regime flexível (dirty floating), as reservas internacionais estava recompostas (elevação do comércio internacional e em especial as commodities internacionais fizeram com que saldo comercial e juros nas alturas fizeram entrar dólares que a atuação do Bacen fez com que se convertessem em reservas), com consumo interno em alta.
Nesse ponto abrirei pontos: o primeiro é que o sistema bancário/financeiro do Brasil está fechado em relação ao exterior, no quesito de não ter muitas operações com o epicentro da crise e está bem oligopolizado. Engraçado que essa estrutura de mercado foi estimulada pelo FHC com um PROER (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional) programa que recebeu muitas críticas. Justas ou não é outra coisa que não vou me meter. Mas que fortaleceu o sistema nacional. Hoje em dia, quantas notícias não ouvimos sobre os lucros dos bancos. Estes obtidos internamente. Ou seja, o sistema estava fortalecido internamente e por uma não exposição direta a crise. Não existiam ligações financeiras do centro da crise com as instituições que operam no mercado interno. Com isso o Brasil estava “protegido” contra uma endogeneização da crise. Esse foi um ponto de não contágio do Brasil. Certamente amorteceu em muito os impactos da crise no Brasil. A nossa trajetória do setor, ações somadas uma as outras, mais uma vez nos mostrou a importância da trajetória. Do outro ponto de vista da crise estava o governo que de um modo geral tinha duas frentes para enfrentar a queda de atividade econômica da queda das importações e da escassez de crédito internacional natural que as empresas enfrentaram: Ou era com aumento de investimentos ou com política monetária expansionista. O primeiro teria preferência. Mas vamos lembrar que fazer um investimento, um porto, por exemplo, demanda tempo. Planejar, licitar, investir e de fator ter um impacto leva tempo. Sem contar que isso requer dinheiro propriamente dito por parte do governo. Então sobrou a política monetária. Muito bem conduzida exceto no fato que os juros poderiam cair mais rapidamente. Uma crítica de grau das medidas tomadas. E incrivelmente, a política social do governo ajudou. O crescimento de consumo das camadas mais pobres fez com que, em um momento de crise, a roda da economia interna não parasse de girar. Mas política social contra a crise? Ta aí a complexidade que disse no inicio. Quem diria que uma ação “em pró dos bancos capitalistas” no governo FHC e da política social do governo Lula iriam atenuar os impactos da crise. Fazendo novamente a pergunta contra-factual, e o setor financeiro estivesse mais ligado internacionalmente? E se estivéssemos ainda com inflação ou sem essa política social? O impacto provavelmente teria sido muito maior. O governo tem seus méritos, claro e evidente. Mas precisamos fazer uma análise menos simplista e mais relativista da coisa.
Em torno da questão de privatização, repudio sinceramente esse debate simplista de “você é de direita, privatiza e vai pro inferno” e “Eu sou de esquerda, tenho amor ao povo e a soberania nacional e vou pro céu”. Muito simples para a lógica econômica e do ponto de vista de estratégia de desenvolvimento do país. Penso que nenhuma privatização é igual à outra. Principalmente pelos benefícios econômicos do setor a ser privatizado (por exemplo, privatizar os correios é igual a privatizar o petróleo) e o papel do setor em uma perspectiva de longo prazo para a estratégia de desenvolvimento do país, verificar se o setor/empresa faz parte de um monopólio natural (podemos ver a diferença clara no resultado da privatização da telefonia móvel x fixa), e a capacidade de gestão e investimento do estado, e na ponta do lápis, tenta estimar benefícios e prejuízos de uma empresa estatal: do ponto de vista que, por exemplo, a vale do rio doce subsidiava aço para outros setores. Tomava prejuízo com isso e o tesouro cobria. Isso vale a pena ou os impostos hoje cobrados da empresa privatizada cobrem esses subsídios? Não são estimativas fácies. Mas é função de nós economistas darmos pelo menos um chute. E daí tirar uma conclusão. Numa lista de emails a Mônica citou o livro os Maus Samaritanos (HA-JOON CHANG) no qual a idéia era de que ele não é contra, só diz que devemos privatizar a empresa certa, no momento certo, pelo preço certo e depois é preciso que se faça uma fiscalização. Por aí segue meu ponto de vista.
Para terminar (finalmente hein..rsrs) um país desenvolvido se caracteriza pelo fato de sua população em grande maioria ter uma condição de vida digna. Logo países como o Brasil, China e Índia, que ainda apresentam grandes populações ainda a margem desse acesso a uma vida melhor, a única saída para eles é crescer. O caso da China é o mais emblemático.
Faltou falar de muitas coisas ainda. Educação e Saneamento básico são, do meu ponto de vista, os principais gargalos a serem enfrentados agora no desenvolvimento brasileiro. Fica quem sabe para os próximos posts.
O Delfin Neto diz que “O Brasil é um país fadado ao crescimento”. Concordo com ele. Vamos e precisamos crescer, a perguntar é “como vamos crescer?” Para isso que temos que analisar as propostas futuras e modelos diferentes. E não ficar em um debate que ainda está bem pobre em termos programáticos.
Depois de ser acusado de ser simplista, tentarei colocar o meu ponto de vista do que ocorreu nesses últimos 16 anos em economia. Vamos lá...
Economia é uma ciência social. Isso faz com que ela tenha algumas características que qualquer análise sobre qualquer coisa não pode deixar de ter como pano de fundo. No meu ver eu tenho a impressão que os conceitos de path dependece, cumulatividade e complexidade.
O primeiro deles “Path dependence is the dependence of economic outcomes on the path of previous outcomes”. Ou seja, algo em economia é resultado em parte de um processo contínuo, histórico e gradual. Essa trajetória com isso impõe algum grau de inercialidade na trajetória futura em que a economia irá desempenhar. O segundo, cumulatividade, me diz que estando em uma trajetória, as ações realizadas hoje são em parte reflexão das suas decisões e das outras anteriormente realizadas. De um modo que as decisões não são independentes no tempo e contexto as quais estão inseridas. E por fim, a complexidade na economia, me traz a noção de que nada é totalmente possivelmente explicado e determinado por um modelo de tal modo que a+b=c em 1999 e a+b=d em 2008 é perfeitamente possível.
A idéia geral dos comentários abaixo é mostrar que essas três características fazem com que qualquer propaganda política no melhor estilo “no meu governo eu fiz mais que você no seu” e “eu fiz no estado mais do que você devia ter feito pelo país” é extremamente cheia de ruídos e em muitos momentos simplória. Por isso gostaria de pedir, e é o que eu to tentando fazer, analisar propostas, sem ideologia, para decidirmos o que é melhor, em temos de proposta, para o futuro do país. E não fazer um julgamento histórico FHC x Lula, pois este apresenta dois problemas: um é que não temos o distanciamento histórico para julgar, logo a análise está prejudicada e o principal, não será nenhum dos dois que estará sentado na cadeira de presidente a partir de primeiro de janeiro. Ou seja, tanto o Serra quanto a Dilma, pelo simples fato de serem pessoas diferentes farão governos diferentes que seus “padrinhos” políticos.
Nos últimos 16 anos saímos de uma situação de fraqueza por parte do estado, baixo dinamismo econômico, inflação e pouca relevância no cenário internacional.
Macroeconomicamente falando, iniciaram-se com um câmbio fixo, metas de inflação e superávit primário. Tivemos nosso primeiro grande sucesso com a inflação. Depois começou um debate sobre por quais que o Brasil não cresceria. Isso já se constatava um grande avanço. Fazia 20 anos que o Brasil não crescia e só se falava em inflação que até o debate sobre o crescimento tinha minguado. Abrindo um parêntese, livro muito bom: “Por que que o Brasil não é um país de alto crescimento?” Até que o Brasil de fato começou a crescer, principalmente no final do segundo governo Lula. Nesse rápido resumo sobre inflação e crescimento, pelo menos eu tenho a impressão de uma trajetória bem definida, com grande cumulatividade das ações. Se no passado crescíamos com pressão inflacionária, neste momento com o plano real foi decidido primeiro acabar com a inflação. Era o nosso “monstro” da vez. Após isso, em cima de uma inflação controlada passou-se a ter um debate em relação ao crescimento econômico. Que é o “monstro” da vez. Ou seja, estaríamos hoje discutindo crescimento, geração de emprego e outras coisas mais se não tivéssemos controlado a inflação? Fazer a pergunta contra-factual é sempre bom. Fica claro, pelo menos pra mim, que a cumulatividade se fez presente em uma trajetória na economia brasileira. E com isso, qualquer comparação simples (ou melhor, simplória) prejudica a formação de opinião.
A grande “inovação”, em termos de política econômica, do governo Lula foi o foco de uma política social clara e focada. Não vamos esquecer que o combate a inflação foi disparado a maior política social do governo FHC. A inflação do modo que estava se configura como o maior e mais perverso imposto sobre os pobres. Um imposto regressivo, ou seja, que os pobres pagavam proporcionalmente mais que os ricos. Piorando assim a distribuição de renda. Os ricos podiam se defender da inflação com acesso a bancos, por exemplo. Combate a inflação não é por si só uma política social e é justificado por outros argumentos de ordem econômica. Mas não vou entrar neles. Mas não podemos deixar de observar esse impacto social do combate a inflação. Voltando a política social. Com uma política social forte, o governo atacou um dos grandes problemas do desenvolvimento de longo prazo do Brasil. A distribuição de renda. Com um crescimento de renda mais dinâmico dessa parte da população, a ponto de melhorar a distribuição, introduzíamos uma nova fonte de crescimento na sociedade. As classes mais pobres começavam a ter renda que lhe dava acesso ao consumo, que gerava produção, que gerava empregos, e por aí a roda da economia vai em frente, ou seja, crescendo. Temos então uma trajetória, uma cumulatividade, aonde ambos os governos tiveram méritos. Méritos muito diferentes, mas inegáveis do ponto de vista social e econômico.
Mudando o rumo em 180 graus e falando de crises econômicas que ambos os governos enfrentavam. No segundo governo FHC, dos quatro anos de governo em três deles tivemos crise. E no único que não teve o país cresceu a 5,4% (se eu estiver errado nessas informações, por favor, me corrijam). Nas três crises tivemos um contágio via cambio fixo, reservas, e ataque especulativo que impactou internamente a crise até então fora do país. Com isso a crise encontrou um meio de entrar nas “engrenagens” da economia brasileira. Vamos lembrar que o câmbio (ainda tem acento isso depois da reforma ortográfica?) fixo era um dos pilares do combate a inflação. Um dos debates sobre isso é se demoramos demais a flexibilizar o câmbio, de modo a ter evitado o que ocorreu. Mas a preocupação na volta de inflação fez com que esse câmbio fixo fosse mantido até aonde deu. Em suma, crises que conseguiram de certo modo se endogeneizar na economia brasileira.
A crise enfrentada no segundo governo Lula foi o maior decable desde 1929. Uma crise originária nos EUA e que se alastrou fazendo com que países chegassem a ter um crescimento negativo de incríveis 15% no seu PIB. No entanto, enquanto uma crise fora do Brasil, essa última crise encontrou um país mais sólido. O câmbio não seria mais problema. Já que estava em regime flexível (dirty floating), as reservas internacionais estava recompostas (elevação do comércio internacional e em especial as commodities internacionais fizeram com que saldo comercial e juros nas alturas fizeram entrar dólares que a atuação do Bacen fez com que se convertessem em reservas), com consumo interno em alta.
Nesse ponto abrirei pontos: o primeiro é que o sistema bancário/financeiro do Brasil está fechado em relação ao exterior, no quesito de não ter muitas operações com o epicentro da crise e está bem oligopolizado. Engraçado que essa estrutura de mercado foi estimulada pelo FHC com um PROER (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional) programa que recebeu muitas críticas. Justas ou não é outra coisa que não vou me meter. Mas que fortaleceu o sistema nacional. Hoje em dia, quantas notícias não ouvimos sobre os lucros dos bancos. Estes obtidos internamente. Ou seja, o sistema estava fortalecido internamente e por uma não exposição direta a crise. Não existiam ligações financeiras do centro da crise com as instituições que operam no mercado interno. Com isso o Brasil estava “protegido” contra uma endogeneização da crise. Esse foi um ponto de não contágio do Brasil. Certamente amorteceu em muito os impactos da crise no Brasil. A nossa trajetória do setor, ações somadas uma as outras, mais uma vez nos mostrou a importância da trajetória. Do outro ponto de vista da crise estava o governo que de um modo geral tinha duas frentes para enfrentar a queda de atividade econômica da queda das importações e da escassez de crédito internacional natural que as empresas enfrentaram: Ou era com aumento de investimentos ou com política monetária expansionista. O primeiro teria preferência. Mas vamos lembrar que fazer um investimento, um porto, por exemplo, demanda tempo. Planejar, licitar, investir e de fator ter um impacto leva tempo. Sem contar que isso requer dinheiro propriamente dito por parte do governo. Então sobrou a política monetária. Muito bem conduzida exceto no fato que os juros poderiam cair mais rapidamente. Uma crítica de grau das medidas tomadas. E incrivelmente, a política social do governo ajudou. O crescimento de consumo das camadas mais pobres fez com que, em um momento de crise, a roda da economia interna não parasse de girar. Mas política social contra a crise? Ta aí a complexidade que disse no inicio. Quem diria que uma ação “em pró dos bancos capitalistas” no governo FHC e da política social do governo Lula iriam atenuar os impactos da crise. Fazendo novamente a pergunta contra-factual, e o setor financeiro estivesse mais ligado internacionalmente? E se estivéssemos ainda com inflação ou sem essa política social? O impacto provavelmente teria sido muito maior. O governo tem seus méritos, claro e evidente. Mas precisamos fazer uma análise menos simplista e mais relativista da coisa.
Em torno da questão de privatização, repudio sinceramente esse debate simplista de “você é de direita, privatiza e vai pro inferno” e “Eu sou de esquerda, tenho amor ao povo e a soberania nacional e vou pro céu”. Muito simples para a lógica econômica e do ponto de vista de estratégia de desenvolvimento do país. Penso que nenhuma privatização é igual à outra. Principalmente pelos benefícios econômicos do setor a ser privatizado (por exemplo, privatizar os correios é igual a privatizar o petróleo) e o papel do setor em uma perspectiva de longo prazo para a estratégia de desenvolvimento do país, verificar se o setor/empresa faz parte de um monopólio natural (podemos ver a diferença clara no resultado da privatização da telefonia móvel x fixa), e a capacidade de gestão e investimento do estado, e na ponta do lápis, tenta estimar benefícios e prejuízos de uma empresa estatal: do ponto de vista que, por exemplo, a vale do rio doce subsidiava aço para outros setores. Tomava prejuízo com isso e o tesouro cobria. Isso vale a pena ou os impostos hoje cobrados da empresa privatizada cobrem esses subsídios? Não são estimativas fácies. Mas é função de nós economistas darmos pelo menos um chute. E daí tirar uma conclusão. Numa lista de emails a Mônica citou o livro os Maus Samaritanos (HA-JOON CHANG) no qual a idéia era de que ele não é contra, só diz que devemos privatizar a empresa certa, no momento certo, pelo preço certo e depois é preciso que se faça uma fiscalização. Por aí segue meu ponto de vista.
Para terminar (finalmente hein..rsrs) um país desenvolvido se caracteriza pelo fato de sua população em grande maioria ter uma condição de vida digna. Logo países como o Brasil, China e Índia, que ainda apresentam grandes populações ainda a margem desse acesso a uma vida melhor, a única saída para eles é crescer. O caso da China é o mais emblemático.
Faltou falar de muitas coisas ainda. Educação e Saneamento básico são, do meu ponto de vista, os principais gargalos a serem enfrentados agora no desenvolvimento brasileiro. Fica quem sabe para os próximos posts.
O Delfin Neto diz que “O Brasil é um país fadado ao crescimento”. Concordo com ele. Vamos e precisamos crescer, a perguntar é “como vamos crescer?” Para isso que temos que analisar as propostas futuras e modelos diferentes. E não ficar em um debate que ainda está bem pobre em termos programáticos.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Políticas de estado x políticas de governo
Em temos policy maker, o que difere ciclo de tendência????
Em linhas gerais as políticas de estado são aquelas que o estado brasileiro faz pensando no longo prazo. Emergem da importância (de suas ações e objetivos) e não depende qual governo esteja no momento. Elas serão realizadas. Ou seja, elas ditam a tendência.
As políticas de governo são, contrariamente, as que variam de governo para governo. Ou seja, mais precisamente as que determinam o ciclo.
Por exemplo, vamos usar o setor energético. Realizados pelo corpo técnico dos ministérios os Planos de energia 2030 e de investimentos até 2019 dão uma noção, direcionamento, visão e planejamento de como acontecerão às coisas no Brasil no setor. Ou seja, uma política de estado para o setor. Que não mudará com PSDB ou PT no poder. Mas o exemplo deste setor específico é copiado para os outros setores? Investimentos? Educação? Teríamos uma meta de qualidade no ensino e expansão de gastos? Saneamento básico? Ou alguém esqueceu de que a grande maioria da população ainda vive sem rede BÁSICA de esgoto.
Enfim, teria o governo um plano de ação (qualquer deles) para colocar o Brasil em um nível razoavelmente decente para sua população no prazo de 20 anos?? Ou seja, um plano de educação, investimento, saúde e segurança?? Ou vamos seguir no melhor estilo “vamoláquedá”? Fazendo os arremedos durante os governos? A grande impressão é que os filhos que eu terei (um dia) estarão num país melhor que o que vivo hoje, mas um pouco melhor somente. Muito mais fruto de ações esporádicas de governos que de uma ação coordenada e planeja. Que obviamente atingiria muito mais amplamente os objetivos.
Perguntas me deixam muito inquieto...Quando teríamos toda a população com saneamento básico? Quando um estudante do RJ teria a mesma qualidade (BOA) do que um estudante do Acre? E acesso a serviços médicos? Temos um plano? Temos uma meta? NÃO TEMOS NADA!!! Nem que existisse pra dizer que tem, para pelo menos correr atrás de uma meta pré-estabelecida. Ficamos apenas no “vamoláquedá”. Pra quem não tem plano, meta, qualquer lugar que chegar tá bom.
Vamos cair então na seguinte questão: O problema não seria a qualidade da classe política? Bingoooooo!! Sim!! Esse é o ponto! Mas se é a nossa democracia que os elegeram, qual o problema? Bingoooooo Falha da democracia!!! Hehe Falha das instituições democráticas do nosso país, falha da educação do nosso país (que não gera cidadãos com boa formação para escolher), falha da democracia enquanto instrumento representativo dos anseios da população e uma grande falta de uma reforma política. Isso sem contar na total descordenação entre níveis de poder.
Mas até que na democracia temos sorte, apesar de achar que a nossa democracia ainda tem muito a avançar, principalmente na questão da cobrança do estado em relação as suas ações, estamos em um patamar muito melhor que Venezuelas e Bolívias da vida. Que muitos morrem de inveja só porque tem bastante plebiscito e confundem que democracia é somente isso.
Penso que o Brasil está muito a frente de outros países. Mas como diz meu pai: “Para de fato ter sucesso é preciso se espelhar nos melhores”. Por isso, fico triste quando penso em votar nulo. Falta ambição, me recuso a votar no estilo do “menos pior”. Faltam políticas de estado e sobram políticas e politicagem de governo.
Em linhas gerais as políticas de estado são aquelas que o estado brasileiro faz pensando no longo prazo. Emergem da importância (de suas ações e objetivos) e não depende qual governo esteja no momento. Elas serão realizadas. Ou seja, elas ditam a tendência.
As políticas de governo são, contrariamente, as que variam de governo para governo. Ou seja, mais precisamente as que determinam o ciclo.
Por exemplo, vamos usar o setor energético. Realizados pelo corpo técnico dos ministérios os Planos de energia 2030 e de investimentos até 2019 dão uma noção, direcionamento, visão e planejamento de como acontecerão às coisas no Brasil no setor. Ou seja, uma política de estado para o setor. Que não mudará com PSDB ou PT no poder. Mas o exemplo deste setor específico é copiado para os outros setores? Investimentos? Educação? Teríamos uma meta de qualidade no ensino e expansão de gastos? Saneamento básico? Ou alguém esqueceu de que a grande maioria da população ainda vive sem rede BÁSICA de esgoto.
Enfim, teria o governo um plano de ação (qualquer deles) para colocar o Brasil em um nível razoavelmente decente para sua população no prazo de 20 anos?? Ou seja, um plano de educação, investimento, saúde e segurança?? Ou vamos seguir no melhor estilo “vamoláquedá”? Fazendo os arremedos durante os governos? A grande impressão é que os filhos que eu terei (um dia) estarão num país melhor que o que vivo hoje, mas um pouco melhor somente. Muito mais fruto de ações esporádicas de governos que de uma ação coordenada e planeja. Que obviamente atingiria muito mais amplamente os objetivos.
Perguntas me deixam muito inquieto...Quando teríamos toda a população com saneamento básico? Quando um estudante do RJ teria a mesma qualidade (BOA) do que um estudante do Acre? E acesso a serviços médicos? Temos um plano? Temos uma meta? NÃO TEMOS NADA!!! Nem que existisse pra dizer que tem, para pelo menos correr atrás de uma meta pré-estabelecida. Ficamos apenas no “vamoláquedá”. Pra quem não tem plano, meta, qualquer lugar que chegar tá bom.
Vamos cair então na seguinte questão: O problema não seria a qualidade da classe política? Bingoooooo!! Sim!! Esse é o ponto! Mas se é a nossa democracia que os elegeram, qual o problema? Bingoooooo Falha da democracia!!! Hehe Falha das instituições democráticas do nosso país, falha da educação do nosso país (que não gera cidadãos com boa formação para escolher), falha da democracia enquanto instrumento representativo dos anseios da população e uma grande falta de uma reforma política. Isso sem contar na total descordenação entre níveis de poder.
Mas até que na democracia temos sorte, apesar de achar que a nossa democracia ainda tem muito a avançar, principalmente na questão da cobrança do estado em relação as suas ações, estamos em um patamar muito melhor que Venezuelas e Bolívias da vida. Que muitos morrem de inveja só porque tem bastante plebiscito e confundem que democracia é somente isso.
Penso que o Brasil está muito a frente de outros países. Mas como diz meu pai: “Para de fato ter sucesso é preciso se espelhar nos melhores”. Por isso, fico triste quando penso em votar nulo. Falta ambição, me recuso a votar no estilo do “menos pior”. Faltam políticas de estado e sobram políticas e politicagem de governo.
Eu voto no Cristovam Buarque para presidente
Voltando ao tema políticas de longo prazo. E me usando como exemplo (medoooooo =P)
Estudei no primário em um colégio municipal. Como todo colégio da rede municipal, com qualidade ruim. Muito em função da estrutura e não dos professores, que sempre se esforçaram muito. Para quinta série, fiz a prova para o Colégio Pedro II. Passei. Em 82º de 90 vagas. Da quinta série ao fim do ensino médio, ou seja, em 7 anos tive de tudo um pouco. Latim, artes, música, francês, espanhol, filosofia, sociologia mais o basicão do colégio. Depois disso fiz Economia/UERJ e hoje estou no mestrado da UFRJ. Também em economia.
Sempre tive a certeza de que o “pulo do gato” da minha formação. Ou seja, o que me trouxe até aqui foi o CPII. Uma formação ampla, de qualidade, que não formava somente o estudante, mas o ser humano. Ter aula de sociologia com um professor cego foi uma das melhores experiências da minha vida. Ver uma pessoa superar todas as dificuldades para simplesmente ensinar a ver e entender a nossa sociedade. Isso me faz concluir que o lugar aonde estou, para uma família onde nem meu pai e mãe tiveram curso superior, foi em função da minha educação em casa, obviamente, e formal. Do CPII. Posso afirmar assim que a “política de longo prazo” que mudou a minha vida, que me proporciona hoje ter oportunidades infinitas em relação a que meus pais tiveram foi a educação que recebi.
Mas o que tem isso a ver com o Cristovam Buarque? Ora bolas.
Em 2006, enquanto candidato, tinha uma proposta: Federalizar todo o ensino brasileiro e o padrão seria o CPII. Simples, direto e infelizmente com insucesso. Apenas eu e mais 2,6 milhões de pessoas votaram nele.
O engraçado dessa proposta é que, supondo que ele fosse eleito, o resultado dessa política seria sentido daqui a 15 ou 20 anos, igual a mim, e muito provavelmente no imediatismo dos nossos ciclos políticos ele não seria, por exemplo, reeleito presidente.
Vale o texto, pelo menos pra mim, como reflexão. Podemos mais? Pensamos de fato no futuro? No desenvolvimento? Temos propostas para analisar de fato? As propostas de fato “vão resolver” ou apenas são mitigadores de problemas?
Pelo menos o Cristovam Buarque foi reeleito a senador. Uma coisa a se comemorar em meio a tiriricas e malufs da nossa política.
Estudei no primário em um colégio municipal. Como todo colégio da rede municipal, com qualidade ruim. Muito em função da estrutura e não dos professores, que sempre se esforçaram muito. Para quinta série, fiz a prova para o Colégio Pedro II. Passei. Em 82º de 90 vagas. Da quinta série ao fim do ensino médio, ou seja, em 7 anos tive de tudo um pouco. Latim, artes, música, francês, espanhol, filosofia, sociologia mais o basicão do colégio. Depois disso fiz Economia/UERJ e hoje estou no mestrado da UFRJ. Também em economia.
Sempre tive a certeza de que o “pulo do gato” da minha formação. Ou seja, o que me trouxe até aqui foi o CPII. Uma formação ampla, de qualidade, que não formava somente o estudante, mas o ser humano. Ter aula de sociologia com um professor cego foi uma das melhores experiências da minha vida. Ver uma pessoa superar todas as dificuldades para simplesmente ensinar a ver e entender a nossa sociedade. Isso me faz concluir que o lugar aonde estou, para uma família onde nem meu pai e mãe tiveram curso superior, foi em função da minha educação em casa, obviamente, e formal. Do CPII. Posso afirmar assim que a “política de longo prazo” que mudou a minha vida, que me proporciona hoje ter oportunidades infinitas em relação a que meus pais tiveram foi a educação que recebi.
Mas o que tem isso a ver com o Cristovam Buarque? Ora bolas.
Em 2006, enquanto candidato, tinha uma proposta: Federalizar todo o ensino brasileiro e o padrão seria o CPII. Simples, direto e infelizmente com insucesso. Apenas eu e mais 2,6 milhões de pessoas votaram nele.
O engraçado dessa proposta é que, supondo que ele fosse eleito, o resultado dessa política seria sentido daqui a 15 ou 20 anos, igual a mim, e muito provavelmente no imediatismo dos nossos ciclos políticos ele não seria, por exemplo, reeleito presidente.
Vale o texto, pelo menos pra mim, como reflexão. Podemos mais? Pensamos de fato no futuro? No desenvolvimento? Temos propostas para analisar de fato? As propostas de fato “vão resolver” ou apenas são mitigadores de problemas?
Pelo menos o Cristovam Buarque foi reeleito a senador. Uma coisa a se comemorar em meio a tiriricas e malufs da nossa política.
Lula fez a maior privatização da história do Brasil
Um dos argumentos pró-privatização é a falta de recursos do governo para que as estatais invistam. Assim com telecomunicações, vale do rio doce, etc. Argumento válido, diga-se de passagem. Sob outro ponto de vista, vendeu-se um ativo estatal para a iniciativa privada ter ela lucro. Diriam os mais “radicais”
Uma das maiores críticas do PT ao PSDB nessa zona política em que vivemos é em relação a privatizações.
A Petrobras tem um ambicioso plano de investimentos de, em 5 anos, investir um montante maior que o acumulado em toda a historia da empresa até então, ou seja, desde 1954 (se eu não estou enganado). Isso obviamente implica em de capital para realizar essa montanha de investimentos.
Vamos deixamos claro que ela é controlada pelo governo, mas é dirigida de forma comercial, como qualquer oil international companies (OIC’s), e visa sim o lucro. E claro seus acionistas privados (internacionais em sua maioria) também objetivam o lucro com as suas ações.
Como o governo não tem como colocar dinheiro para capitalizar a empresa, a saída foi ceder onerosamente 5 bilhões de barris para a Petrobras. Ou seja, o governo vendeu 5 bilhões de barris da nação para a empresa. O petróleo é da União enquanto que a Petrobras é uma empresa de capital misto que em sua parte, lembremos, tem acionistas privados. Com isso o governo vendeu um ativo da união para uma empresa que tem participação da iniciativa privada. E essa iniciativa privada também terá um lucro grande por parte dessa ação do governo.
Em números arredondados, participação dos acionistas privados na Petrobras x 5 bilhões de barris = 2,6 bilhões de barris = 22 bilhões de dólares. Ou seja, a maior privatização do Brasil. Do PT . De quem sempre criticou as privatizações do PSDB.
Sejamos honestos, o problema não é privatizar. O problema é a falta de capacidade de investir do estado e sua qualidade na gestão das empresas estatais. No caso da Petrobras o segundo problema foi resolvido. Enquanto que o primeiro não. E por isso foi tomado essa atitude na capitalização. Muito bem feita e necessária por sinal. Ou seja, a privatização não é um mal que nem pintam por aí nem uma salvação que outros advogam. É um meio de fazer dada conjuntura vigente. No caso da Vale o problema era capacidade de investir e de gestão. Mas e por que não privatizaram a Petrobras na época? Um velho bordão dos economistas: “A melhor empresa do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada. O segundo melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo pessimamente administrada.” Não podemos esquecer-nos disso: Não podemos colocar no mesmo saco empresas diferentes, com rendas extraordinárias diferentes, de setores diferentes e de importância no mundo MUITO diferentes.
Mas enfim... mas o mais foda de tudo que o Lula fez o que ele critica os outros de terem feito, fez na cara de todo mundo e em época eleitoral e ninguém falou nada!! Hahaha MTO BOM!! Hehehe ponto para ele!! =D
Uma das maiores críticas do PT ao PSDB nessa zona política em que vivemos é em relação a privatizações.
A Petrobras tem um ambicioso plano de investimentos de, em 5 anos, investir um montante maior que o acumulado em toda a historia da empresa até então, ou seja, desde 1954 (se eu não estou enganado). Isso obviamente implica em de capital para realizar essa montanha de investimentos.
Vamos deixamos claro que ela é controlada pelo governo, mas é dirigida de forma comercial, como qualquer oil international companies (OIC’s), e visa sim o lucro. E claro seus acionistas privados (internacionais em sua maioria) também objetivam o lucro com as suas ações.
Como o governo não tem como colocar dinheiro para capitalizar a empresa, a saída foi ceder onerosamente 5 bilhões de barris para a Petrobras. Ou seja, o governo vendeu 5 bilhões de barris da nação para a empresa. O petróleo é da União enquanto que a Petrobras é uma empresa de capital misto que em sua parte, lembremos, tem acionistas privados. Com isso o governo vendeu um ativo da união para uma empresa que tem participação da iniciativa privada. E essa iniciativa privada também terá um lucro grande por parte dessa ação do governo.
Em números arredondados, participação dos acionistas privados na Petrobras x 5 bilhões de barris = 2,6 bilhões de barris = 22 bilhões de dólares. Ou seja, a maior privatização do Brasil. Do PT . De quem sempre criticou as privatizações do PSDB.
Sejamos honestos, o problema não é privatizar. O problema é a falta de capacidade de investir do estado e sua qualidade na gestão das empresas estatais. No caso da Petrobras o segundo problema foi resolvido. Enquanto que o primeiro não. E por isso foi tomado essa atitude na capitalização. Muito bem feita e necessária por sinal. Ou seja, a privatização não é um mal que nem pintam por aí nem uma salvação que outros advogam. É um meio de fazer dada conjuntura vigente. No caso da Vale o problema era capacidade de investir e de gestão. Mas e por que não privatizaram a Petrobras na época? Um velho bordão dos economistas: “A melhor empresa do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada. O segundo melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo pessimamente administrada.” Não podemos esquecer-nos disso: Não podemos colocar no mesmo saco empresas diferentes, com rendas extraordinárias diferentes, de setores diferentes e de importância no mundo MUITO diferentes.
Mas enfim... mas o mais foda de tudo que o Lula fez o que ele critica os outros de terem feito, fez na cara de todo mundo e em época eleitoral e ninguém falou nada!! Hahaha MTO BOM!! Hehehe ponto para ele!! =D
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Eleições e o segundo debate: minhas observações
Ocorreu ontem na redetv! o segundo debate entre os presidenciáveis: Dilma, Serra, Plinio e Marina. O debate de ontem mostrou coisas muito claras em relação aos momentos e perfis dos candidatos em disputa.
Ém ordem crescente de posição nas pesquisas:
Plínio: Intelectualmente falando, disparado o personagem mais preparado e capacitado da disputa. Ele transmite confiança quando fala. Mais diretamente, quando fala transparece que sabe muito bem do assunto que tá falando. Tem um ótimo senso de humor que deixa transparecer segurança no momento em que está. A passagem onde foi questionado do que achava de política de compras de conteúdo local da Petrobras, em relação a plataformas feitas em Singapura, foi ótima e deixou no ar honestidade nas palavras e humildade: "Não sei (...)presidente não ter que saber de tudo (...)A Dilma agora pegou o Plínio no pulo". Muito legal. E ele ainda reclamou do debate ter virado uma questão só de ofensas e respostas entre Dilma e Serra. "E as questões centrais? Estão fora do debate" explanou muito bem ele. Pode-se dizer que o Plínio, para o grande público em geral, é a revelação das eleições!! hehe isso para um senhor de 80 anos. É notável nele a paixão com que fala nos problemas do país. Quando ele fala, transmite a ideia de que é preciso mudar muito e com isso traz, talvez na utopia, a esperança. Um tom meio que messianico no que fala. De mudança com esperança. Uma grande pena que não concordo com suas propostas. Ele deixa bem claro o que propõe e o impacto disso. É o mais honesto intelectualmente. E se saiu muito bem no debate.
Marina: Ela se propõe como a candidata de oposição aos 16 anos de FHC e LULA mais uma agenda ambiental diferenciada em relação aos outros candidatos. Em relação ao debate, ela ficou na sombra do debate. Que foi polarizado entre a Dilma e o Serra. No entanto, o Plínio conseguiu se impor. Ser visto. A Marina ficou a sombra de todo mundo e podemos dizer que passou sem ser muito notada. Isso para um candidato que precisa de milhões de votos é a única coisa que não pode acontecer. Em relação a tal estratégia, acho um grande erro se colocar como opção a 16 anos de política FHC e LULA. Primeiramente porque ambos os governos tiveram êxitos e problemas. Eu já acho complicado e muito picareta compara o FHC e o Lula pois passaram por períodos muito diferentes tanto da economia brasileira e internacional. E pior ainda é botar os dois no mesmo saco como a Marina tá fazendo. Uma outra coisa que me intriga na Marina, estaria mesmo a sociedade brasileira amadurecida a ponto da questão ambiental fazer a diferença nas eleições?? Não sei, estou especulando mas eu acho que não. E no principal de investimentos/pobreza/emprego/reformas ela não acrescenta nada de novo em relação a Serra e Dilma. Com isso não consegue ganhar espaço.
Serra: Em teoria o candidato mais conhecido do grande público. Tanto por outras eleições como também por eleições na principal região econômica do país: São Paulo. Com bom início nas pesquisas o candidato se perdeu em algum momento da campanha. No debate só se preocupava em atacar o governo e Dilma. Uma coisa desse tipo só teria impacto real se fosse algo diretamente ligado a Dilma. Ou seja, algo especificamente pessoal a ela. Com isso esses ataques só o deixam com pose de desesperado. Uma coisa me surpreende nessa sua campanha para presidente. Sabendo que a o Lula goza de grande popularidade e penetração na camada mais pobre e que iria naturalmente colar a isso na sua candidata, as propostas do Serra teriam que ser trabalhadas ao máximo para mostrar que o programa de governo dele seria melhor que o da Dilma. Para ganhar as eleições no argumento do programa. O governo do Lula não é isento de erros e isso que ele deveria mostrar. Por exemplo, fez bem quando perguntou do Irã. Uma boa sacada. Mas e o resto? E nos pontos que o PT foi bem, ele deveria mostrar que poderia fazer melhor. Enfim, parece que não se preparou para a eleição e agora tá desesperado. Tanto isso é verdade que ele deve obter uma porcentagem de votos na eleição menor do que a obtida em eleições anteriores.
Dilma: Em um posíção de líder das pesquisas, com somente um seguidor, a candidata tem que se preocupar em não perder votos pois está em posição de quase ganhar no primeiro turno. Em relação as propostas ele prega, com razão, o continuismo dos programas e políticas do governo dela. Assim ela não perde praticamente a totalidade dos simpatizantes do Lula. Ou seja, para ela o discurso e o plano de governo "já está mais pronto" posso assim dizer. Uma questão minha é que ela ainda não foi capaz, pelo menos pra mim ressalto, é o quão diferente do Lula a Dilma seria. Não sei até que ponto isso influencia e talvez essa questão seja mais uma curiosidade minha sobre a candidata. Para o grande eleitorado quanto mais próxima ao Lula melhor. E com o Serra sem proposta mais fácil ainda fica a atuação nos debates e entrevistas. O ponto forte da Dilma no debate foi que ela estava mais preparada e seguda de si nas perguntas sobre corrupção. Segurança essa que ela não teve no primeiro debate. Sendo isso ela não mostrou fraqueza e o único caminho que o Serra buscou estava "bloqueado" pela atuação da candidata. Do mesmo ponto que o PSDB não fez o trabalho de casa para com o programa do governo, parece que o PT fez seu trabalho de casa e não deixou que a Dilma não ficasse nervosa. Mas uma coisa a se observar que quando foi confrontada pelo Plínio sobre moradia, em uma pergunta direta sobre uma proposta, a candidata saiu pela tangente e não respondeu objetivamente o que lhe foi perguntado. Falou do programa de governo já muito bem ensaiado. Talvez a única crítica é esse discurso muito bem ensaiado e de certa forma "enlatado".
Agora uma consideração em relação a essa eleição. Está é realizada em um momento bom da economia. Uma eleição não é apenas uma competição entre os candidatos. Ela está intimamente ligada com o momento o qual o país está atravessando. O país está crescendo. E como isso influencia o processo político? Por exemplo (extremo é verdade), como que ditaduras consegue legitmação perante o povo? Casos de Brasil e China com crescimento econômico vigoroso. Ou seja, quando a economia vai bem, para o grande eleitorado, o povão, as coisas estão bem. Para o "povão", tendo emprego, alimentação e acesso a bens de consumo que antes não tinha, as coisas estão boas (em um sentido mais geral). Como disse o estrategista político do Bill Clinton: "The economy, stupid".
Voltando a eleição atual, com o país crescendo bem a possibilidade da população optar pelo continuísmo é maior. Ou seja, o condidato do Lula naturalmente teria mais chances de vencer. Isso parece ter sido o grande negligência do Serra/PSDB e não se prepararam para vencer nas propostas o "continuismo natural" que o PT teria nessas eleições.
Espero que após esse longo post (ufa) pelo menos concordem de algo =P
Ém ordem crescente de posição nas pesquisas:
Plínio: Intelectualmente falando, disparado o personagem mais preparado e capacitado da disputa. Ele transmite confiança quando fala. Mais diretamente, quando fala transparece que sabe muito bem do assunto que tá falando. Tem um ótimo senso de humor que deixa transparecer segurança no momento em que está. A passagem onde foi questionado do que achava de política de compras de conteúdo local da Petrobras, em relação a plataformas feitas em Singapura, foi ótima e deixou no ar honestidade nas palavras e humildade: "Não sei (...)presidente não ter que saber de tudo (...)A Dilma agora pegou o Plínio no pulo". Muito legal. E ele ainda reclamou do debate ter virado uma questão só de ofensas e respostas entre Dilma e Serra. "E as questões centrais? Estão fora do debate" explanou muito bem ele. Pode-se dizer que o Plínio, para o grande público em geral, é a revelação das eleições!! hehe isso para um senhor de 80 anos. É notável nele a paixão com que fala nos problemas do país. Quando ele fala, transmite a ideia de que é preciso mudar muito e com isso traz, talvez na utopia, a esperança. Um tom meio que messianico no que fala. De mudança com esperança. Uma grande pena que não concordo com suas propostas. Ele deixa bem claro o que propõe e o impacto disso. É o mais honesto intelectualmente. E se saiu muito bem no debate.
Marina: Ela se propõe como a candidata de oposição aos 16 anos de FHC e LULA mais uma agenda ambiental diferenciada em relação aos outros candidatos. Em relação ao debate, ela ficou na sombra do debate. Que foi polarizado entre a Dilma e o Serra. No entanto, o Plínio conseguiu se impor. Ser visto. A Marina ficou a sombra de todo mundo e podemos dizer que passou sem ser muito notada. Isso para um candidato que precisa de milhões de votos é a única coisa que não pode acontecer. Em relação a tal estratégia, acho um grande erro se colocar como opção a 16 anos de política FHC e LULA. Primeiramente porque ambos os governos tiveram êxitos e problemas. Eu já acho complicado e muito picareta compara o FHC e o Lula pois passaram por períodos muito diferentes tanto da economia brasileira e internacional. E pior ainda é botar os dois no mesmo saco como a Marina tá fazendo. Uma outra coisa que me intriga na Marina, estaria mesmo a sociedade brasileira amadurecida a ponto da questão ambiental fazer a diferença nas eleições?? Não sei, estou especulando mas eu acho que não. E no principal de investimentos/pobreza/emprego/reformas ela não acrescenta nada de novo em relação a Serra e Dilma. Com isso não consegue ganhar espaço.
Serra: Em teoria o candidato mais conhecido do grande público. Tanto por outras eleições como também por eleições na principal região econômica do país: São Paulo. Com bom início nas pesquisas o candidato se perdeu em algum momento da campanha. No debate só se preocupava em atacar o governo e Dilma. Uma coisa desse tipo só teria impacto real se fosse algo diretamente ligado a Dilma. Ou seja, algo especificamente pessoal a ela. Com isso esses ataques só o deixam com pose de desesperado. Uma coisa me surpreende nessa sua campanha para presidente. Sabendo que a o Lula goza de grande popularidade e penetração na camada mais pobre e que iria naturalmente colar a isso na sua candidata, as propostas do Serra teriam que ser trabalhadas ao máximo para mostrar que o programa de governo dele seria melhor que o da Dilma. Para ganhar as eleições no argumento do programa. O governo do Lula não é isento de erros e isso que ele deveria mostrar. Por exemplo, fez bem quando perguntou do Irã. Uma boa sacada. Mas e o resto? E nos pontos que o PT foi bem, ele deveria mostrar que poderia fazer melhor. Enfim, parece que não se preparou para a eleição e agora tá desesperado. Tanto isso é verdade que ele deve obter uma porcentagem de votos na eleição menor do que a obtida em eleições anteriores.
Dilma: Em um posíção de líder das pesquisas, com somente um seguidor, a candidata tem que se preocupar em não perder votos pois está em posição de quase ganhar no primeiro turno. Em relação as propostas ele prega, com razão, o continuismo dos programas e políticas do governo dela. Assim ela não perde praticamente a totalidade dos simpatizantes do Lula. Ou seja, para ela o discurso e o plano de governo "já está mais pronto" posso assim dizer. Uma questão minha é que ela ainda não foi capaz, pelo menos pra mim ressalto, é o quão diferente do Lula a Dilma seria. Não sei até que ponto isso influencia e talvez essa questão seja mais uma curiosidade minha sobre a candidata. Para o grande eleitorado quanto mais próxima ao Lula melhor. E com o Serra sem proposta mais fácil ainda fica a atuação nos debates e entrevistas. O ponto forte da Dilma no debate foi que ela estava mais preparada e seguda de si nas perguntas sobre corrupção. Segurança essa que ela não teve no primeiro debate. Sendo isso ela não mostrou fraqueza e o único caminho que o Serra buscou estava "bloqueado" pela atuação da candidata. Do mesmo ponto que o PSDB não fez o trabalho de casa para com o programa do governo, parece que o PT fez seu trabalho de casa e não deixou que a Dilma não ficasse nervosa. Mas uma coisa a se observar que quando foi confrontada pelo Plínio sobre moradia, em uma pergunta direta sobre uma proposta, a candidata saiu pela tangente e não respondeu objetivamente o que lhe foi perguntado. Falou do programa de governo já muito bem ensaiado. Talvez a única crítica é esse discurso muito bem ensaiado e de certa forma "enlatado".
Agora uma consideração em relação a essa eleição. Está é realizada em um momento bom da economia. Uma eleição não é apenas uma competição entre os candidatos. Ela está intimamente ligada com o momento o qual o país está atravessando. O país está crescendo. E como isso influencia o processo político? Por exemplo (extremo é verdade), como que ditaduras consegue legitmação perante o povo? Casos de Brasil e China com crescimento econômico vigoroso. Ou seja, quando a economia vai bem, para o grande eleitorado, o povão, as coisas estão bem. Para o "povão", tendo emprego, alimentação e acesso a bens de consumo que antes não tinha, as coisas estão boas (em um sentido mais geral). Como disse o estrategista político do Bill Clinton: "The economy, stupid".
Voltando a eleição atual, com o país crescendo bem a possibilidade da população optar pelo continuísmo é maior. Ou seja, o condidato do Lula naturalmente teria mais chances de vencer. Isso parece ter sido o grande negligência do Serra/PSDB e não se prepararam para vencer nas propostas o "continuismo natural" que o PT teria nessas eleições.
Espero que após esse longo post (ufa) pelo menos concordem de algo =P
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Dilma, Marina e a Reforma constituinte
Acompanhando online o debate de presidenciáveis pela internet uma questão em particular me chamou bastante atenção: A da constituinte exclusiva. Imagino que todos nós estamos cansados do blablabla dos temas "normais" da política. Mas a Dilma e Marina tocaram no assunto. A marina mais veementemente dizendo: "Nossa proposta é que pode integrar um esforço de todos os partidos para que saiam do papel pela Constituinte exclusiva."
Como não sabia do que se tratava fui ao oráculo e descobri que Constituinte exclusiva é: "Assembléia Constituinte exclusiva é uma representação composta por não-políticos e principalmente de professores universitários, de entendedores de política, cientistas políticos, professores de direito constitucional, etc, para representarem a Nação."
Ou seja, depois de uma eleição, teríamos que ter uma outra eleição para eleger os que integrariam a constituinte e depois fazer esse gigantes trabalho que é uma constituição. E depois novas eleições para eleger políticos "normais" pois esses da tal constituinte não são políticos e voltariam para suas profissões pós constituinte.
Isso tudo em quanto tempo?? Com a morosidade da política brasileira, 4 anos.
E outro aspecto, vai sugerir aos políticos que estão hoje no poder entregar todo o poder para outras pessoas?? Assim? do nada?? e alem disso, vivemos em uma sociedade a qual grupos de interesse (seja políticos e economicos) existem e fazem pressão para com os seus interesses. Grupos que depositam milhoes e milhoes nas campanhas no caixa 1 e no caixa 2, vão deixar isso acontecer??
Penso que é em um momento de eleição e não um momento de revolução. Sem contar que juridicamente é discutível pois pelo que encontrei no oráculo, uma constituinte deve ser feita somente em momentos de rudtura institucional. Com foi em 64 e na redemocratização. Ou seja, a ideia em si já é questionável.
Poiticamente falando, acho arriscado nesse citar esse ponto. Principalmente para a Dilma pois quem está na frente é ela e ela tem muitos votos a perder.Sabemos que nossa política tem um nível mto baixo e podem acusar ela de "golpe" e outros blablablas. A Marina não tem muito a perder. Serra nesse ponto foi pragmatico e disse que gosta do gradualismo.
Em relação ao resto do debate acho a Marina usando palavras bonitas demais. Como se não tivesse conteudo e querendo passar um ar de polida. Ela fala em fazer "um alinhamento historico". Fico em dúvida se é a melhor estratégia pois o povão não vai entender muito o que ela ta falando.
Marina mandou bem em relação a salada de números que os outros candidatos falam. Parece coisa pra impressionar. Gostei dessa fala dela e da Dilma quando perguntada se não foi ela A que sobrou de tantas denuncias de corrupção do PT. Ela seria a única candidata possível/restante do partido. Arrancou risdas do povo do PSDB mas se saiu bem, principalmente porque não é uma pergunta "enlatada" como a maioria das perguntas desse debate. De bom isso, de ruim o vício da Dilma de usar muitas vezes o "Nós" em relação ao governo/lula. Para mim ainda está dificil de observar aonde que ela se difere do lula. Pois quem vai sentar na cadeira é ela ou o lula vai ter que estar sempre ao lado pra dar orientação?? Acho que precisa encontrar o meio termo entre o que "nós fizemos no governo" e o que "eu vou fazer" no meu governo.
De resto blablabla tradicional de debate!!!
:D
Como não sabia do que se tratava fui ao oráculo e descobri que Constituinte exclusiva é: "Assembléia Constituinte exclusiva é uma representação composta por não-políticos e principalmente de professores universitários, de entendedores de política, cientistas políticos, professores de direito constitucional, etc, para representarem a Nação."
Ou seja, depois de uma eleição, teríamos que ter uma outra eleição para eleger os que integrariam a constituinte e depois fazer esse gigantes trabalho que é uma constituição. E depois novas eleições para eleger políticos "normais" pois esses da tal constituinte não são políticos e voltariam para suas profissões pós constituinte.
Isso tudo em quanto tempo?? Com a morosidade da política brasileira, 4 anos.
E outro aspecto, vai sugerir aos políticos que estão hoje no poder entregar todo o poder para outras pessoas?? Assim? do nada?? e alem disso, vivemos em uma sociedade a qual grupos de interesse (seja políticos e economicos) existem e fazem pressão para com os seus interesses. Grupos que depositam milhoes e milhoes nas campanhas no caixa 1 e no caixa 2, vão deixar isso acontecer??
Penso que é em um momento de eleição e não um momento de revolução. Sem contar que juridicamente é discutível pois pelo que encontrei no oráculo, uma constituinte deve ser feita somente em momentos de rudtura institucional. Com foi em 64 e na redemocratização. Ou seja, a ideia em si já é questionável.
Poiticamente falando, acho arriscado nesse citar esse ponto. Principalmente para a Dilma pois quem está na frente é ela e ela tem muitos votos a perder.Sabemos que nossa política tem um nível mto baixo e podem acusar ela de "golpe" e outros blablablas. A Marina não tem muito a perder. Serra nesse ponto foi pragmatico e disse que gosta do gradualismo.
Em relação ao resto do debate acho a Marina usando palavras bonitas demais. Como se não tivesse conteudo e querendo passar um ar de polida. Ela fala em fazer "um alinhamento historico". Fico em dúvida se é a melhor estratégia pois o povão não vai entender muito o que ela ta falando.
Marina mandou bem em relação a salada de números que os outros candidatos falam. Parece coisa pra impressionar. Gostei dessa fala dela e da Dilma quando perguntada se não foi ela A que sobrou de tantas denuncias de corrupção do PT. Ela seria a única candidata possível/restante do partido. Arrancou risdas do povo do PSDB mas se saiu bem, principalmente porque não é uma pergunta "enlatada" como a maioria das perguntas desse debate. De bom isso, de ruim o vício da Dilma de usar muitas vezes o "Nós" em relação ao governo/lula. Para mim ainda está dificil de observar aonde que ela se difere do lula. Pois quem vai sentar na cadeira é ela ou o lula vai ter que estar sempre ao lado pra dar orientação?? Acho que precisa encontrar o meio termo entre o que "nós fizemos no governo" e o que "eu vou fazer" no meu governo.
De resto blablabla tradicional de debate!!!
:D
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Dia de quem?? do Economista!!!!
13 de agora: Dia do Economista. Na nossa formação temos contato com uma verdadeira salada de frutas economomicas: Clássicos, neoclassicos, novos classicos, keynesianos, pos-keynesianos, ricardianos, neo ricardianos, marxistas, regulacionistas franceses e ingleses, sraffianos, monetaristas, austriacos, historicos alemães, marginalistas,industriais,institucionalistas (novo e velho), desenvolvimentista, cepalisnos, estruturalistas,(neo)schumpeterianos...ufa!!!! esqueci de alguem???? isso só pra citar correntes e não nomes.
E aí sai da faculdade e você se pergunta: mas que raios de economista eu sou??? Tenso responder isso. Realmente difícil, como me disse uma vez minha guru na economia: "Sabe como é diego, você sai da faculdade maios ou menos tendo noção das coisas".
Mesmo assim, gosto da definição de que o economista precisa saber "Compreender de que forma as sociedades usam seus recursos materiais e humanos, com vistas a produzir e distribuir bens e serviços"
Tendo como isso de meta, vejo que um BOM economista precisa der meio que "pau pra toda obra". Precisa saber historia, política, estatistica/econometria, visão sobre incentivos econômicos, e principalmente ter muita sensibilidade. Vamos supor que um economista já tenha um razoável conhecimento teórico, sobre diversas teorias (ok! isso já é coisa pra caramba!!), então cabe a ele olhar a realidade e ter a sensibilidade de observar qual teoria tem maior aderência com realidade que esta observando. Ou seja, ver a realidade e identificar a teoria mais adequada e não ver a teoria e tentar adequa-la a realidade. Isso é aonde muitos pecam.
Assim o economista tem um arsenal teórico incrivel mas ao mesmo tempo com uma linha muito tênue do que usar e não usar, da coerência e incoerência.
Como diz o velho ditado: Dois economistas, três opiniões!!! =D
FELIZ DIA DOS ECONOMISTAS!!!
E aí sai da faculdade e você se pergunta: mas que raios de economista eu sou??? Tenso responder isso. Realmente difícil, como me disse uma vez minha guru na economia: "Sabe como é diego, você sai da faculdade maios ou menos tendo noção das coisas".
Mesmo assim, gosto da definição de que o economista precisa saber "Compreender de que forma as sociedades usam seus recursos materiais e humanos, com vistas a produzir e distribuir bens e serviços"
Tendo como isso de meta, vejo que um BOM economista precisa der meio que "pau pra toda obra". Precisa saber historia, política, estatistica/econometria, visão sobre incentivos econômicos, e principalmente ter muita sensibilidade. Vamos supor que um economista já tenha um razoável conhecimento teórico, sobre diversas teorias (ok! isso já é coisa pra caramba!!), então cabe a ele olhar a realidade e ter a sensibilidade de observar qual teoria tem maior aderência com realidade que esta observando. Ou seja, ver a realidade e identificar a teoria mais adequada e não ver a teoria e tentar adequa-la a realidade. Isso é aonde muitos pecam.
Assim o economista tem um arsenal teórico incrivel mas ao mesmo tempo com uma linha muito tênue do que usar e não usar, da coerência e incoerência.
Como diz o velho ditado: Dois economistas, três opiniões!!! =D
FELIZ DIA DOS ECONOMISTAS!!!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
"humanização" dos economistas....
Na última terça feira estive presente numa colação de grau de uma turma de enfermagem. Em todos aqueles discursos em relação a profissão. Aquele auto-vangloriamento comum em todas as colações de todos os graus possíveis. No meio disso, uma coisa me chamou bastante atenção: Desde cedo as meninas (entrar na faculdade com 18 anos) se acostumaram a ter o contato com a vida, sofrimento, dor, morte de pessoas reais. Tiveram contato com a vida real em uma de suas facetas mais claras, pra não dizer mais chocantes. E isso é importante para dar a noção de quão importante é a profissão delas.
Mas que raios isso tem a ver com os economistas e sua formação????
Durante a faculdade ficamos muito prezos a otimizações de utilidade (seja la o que isso for), cambio, juros, PIB, otimizações de uma função de bem estar social seja lá qual for....algo sempre muito longe do humano, do ser humano. Não estou dizendo que isso é desnecessário, é algo muito importante para o "adestramento/formação" teórica do economista. Mas ao fim da faculdade, muito mal discutimos concentração de renda, pobreza, como problemas de alocação de investimentos inflencia relativamente o bem estar da vida das pessoas??? é mais importante para a vida um investimento em um porto ou em rede básica de esgotos? os economistas teriam um meio de avaliar isso? se economista é especialista na alocação de recursos escassos, deveríamos ter essa resposta. Se um economista faz uma barbeiragem numa empresa, pessoas são demitidas. E o impacto na vida dessas pessoas?? será que a formação do economista deu a ele a entender o quão importante é esse impacto?? sinceramente acho que não. Apenas estamos maximizando blablabla. Se tivemos períodos de alta inflação, que age como um imposto regressivo, isso impacta negativamente os mais pobres, temos noção disso?
Algo sempre me irritou em economia: no longo prazooooooooo as economias se desenvolverão....no longo prazo seremos desenvolvidos. aí eu me pergunto: pra que que isso serve se no longo prazo eu estarei morto???
Enfim, tenho a nítida impressão que se os economistas fossem mais humanos nos seus objetivos, ou seja, mais diretos no que realmente importa: no bem estar das pessoas, teríamos uma sociedade com um nível de bem estar melhor pois não perderíamos tempo com coisas "não importantes" para a sociedade.
Mas que raios isso tem a ver com os economistas e sua formação????
Durante a faculdade ficamos muito prezos a otimizações de utilidade (seja la o que isso for), cambio, juros, PIB, otimizações de uma função de bem estar social seja lá qual for....algo sempre muito longe do humano, do ser humano. Não estou dizendo que isso é desnecessário, é algo muito importante para o "adestramento/formação" teórica do economista. Mas ao fim da faculdade, muito mal discutimos concentração de renda, pobreza, como problemas de alocação de investimentos inflencia relativamente o bem estar da vida das pessoas??? é mais importante para a vida um investimento em um porto ou em rede básica de esgotos? os economistas teriam um meio de avaliar isso? se economista é especialista na alocação de recursos escassos, deveríamos ter essa resposta. Se um economista faz uma barbeiragem numa empresa, pessoas são demitidas. E o impacto na vida dessas pessoas?? será que a formação do economista deu a ele a entender o quão importante é esse impacto?? sinceramente acho que não. Apenas estamos maximizando blablabla. Se tivemos períodos de alta inflação, que age como um imposto regressivo, isso impacta negativamente os mais pobres, temos noção disso?
Algo sempre me irritou em economia: no longo prazooooooooo as economias se desenvolverão....no longo prazo seremos desenvolvidos. aí eu me pergunto: pra que que isso serve se no longo prazo eu estarei morto???
Enfim, tenho a nítida impressão que se os economistas fossem mais humanos nos seus objetivos, ou seja, mais diretos no que realmente importa: no bem estar das pessoas, teríamos uma sociedade com um nível de bem estar melhor pois não perderíamos tempo com coisas "não importantes" para a sociedade.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Monopólio, Flamengo e o caso Bruno
Vamos divagar, qual que seria a melhor posição de mercado para uma empresa??? Fácil: monopólio!! Observando atentamente as pessoas podemos ver que elas mudam de conjuge, cidade, estilo e até de sexo. Mas é incrível como nunca conheci alguem que mudou de time. "Ahh..eu era botafogo e agora sou flamengo" Isso não existe. Ou seja, cada clube de futebol tem, enquanto empresa, potencial consumidores perfeitos. Não existe concorrencia potencial para seus produtos. Com isso temos a correlação direta que quanto maior a torcida maior o potencial a ser explorado pelos clube. Ou seja, o clube com maior potencial de ganhos é o Flamengo pois tem a maior torcida. Vão falar: "Mas na torcida do flamento tem muitos pobres!" Observando os dados vemos que em números absolutos o flamengo tem mais torcedores em todas as faixas salariais. Ou seja, tem o maior potencial financeiro. Assim o Flamengo teria o maior produto potencial do país.
Um clube de futebol tem dois principais ativos: O tangível e o intangível. Ambas não são absolutamente separáveis. O tangível seria seus torcedores/consumidores. Para uma elasticiadade renda de cada torcedor (e cada faixa salarial tende a ter uma determinada elasticidade), ele irá consumir uma "quantidade de Flamengo" que gera $$ ao clube. E caberia ao clube extrair o máximo de seu lucro de monopolio. O intangível do clube seria a história, títulos e principalmente os ídolos. Quanto vale uma camisa do flamengo? Mas e a camisa 10, vale quanto? Ou seja, quanto mais ídolos mais $$ o clube pode conseguir. Ou seja, o intangível impacta o tangível. Com isso, chegamos ao caso Bruno. Se bonzinho ou errado, não quero discutir isso aqui. A minha posição é que a exposição ruim que o goleiro do FLAMENGO gerou para a instituição é de longe uma das maiores "retrações do PIB potencial do Flamengo". o quão, em termos financeiros, o goleiro do Hexa jogou o nome do flamengo na lama e com isso perde-se oportunidade de negócios, patrocínos é algo que talvez não tenhamos como mensurar. Mas com certeza, acredito eu, que é algo mais que suficiente para que o flamengo (enquanto empresa) possa dar uma justa causa no Bruno. Já que fez a instituição perder potencialmente dinheiro.
SRN
Um clube de futebol tem dois principais ativos: O tangível e o intangível. Ambas não são absolutamente separáveis. O tangível seria seus torcedores/consumidores. Para uma elasticiadade renda de cada torcedor (e cada faixa salarial tende a ter uma determinada elasticidade), ele irá consumir uma "quantidade de Flamengo" que gera $$ ao clube. E caberia ao clube extrair o máximo de seu lucro de monopolio. O intangível do clube seria a história, títulos e principalmente os ídolos. Quanto vale uma camisa do flamengo? Mas e a camisa 10, vale quanto? Ou seja, quanto mais ídolos mais $$ o clube pode conseguir. Ou seja, o intangível impacta o tangível. Com isso, chegamos ao caso Bruno. Se bonzinho ou errado, não quero discutir isso aqui. A minha posição é que a exposição ruim que o goleiro do FLAMENGO gerou para a instituição é de longe uma das maiores "retrações do PIB potencial do Flamengo". o quão, em termos financeiros, o goleiro do Hexa jogou o nome do flamengo na lama e com isso perde-se oportunidade de negócios, patrocínos é algo que talvez não tenhamos como mensurar. Mas com certeza, acredito eu, que é algo mais que suficiente para que o flamengo (enquanto empresa) possa dar uma justa causa no Bruno. Já que fez a instituição perder potencialmente dinheiro.
SRN
Internet: Redutor ou promotor de desigualdade??
Muitas pessoas/pesquisadores/políticos propagam a ideia de que para minorar as desigualdades sociais é necessário extender o acesso a internet a todos. Isso é muito observado, por exemplo, na instalação de computadores em escolas e favelas.
Entendo que o maior causador de desigualdade é a dificuldade ao acesso. Ou seja, o acesso ruim a uma educação de qualidade que não traz oportunidadas, a falta de acesso a meios formais de emprego, acesso a informação de boa qualidade.
A falta de acesso a alguma coisa gera desigualdade entre partes. Mas por que uma classe/parte tem acesso prioritário em relação a outras? No nosso país, chuto que seja renda a resposta. Classes com rendas mais elevadas tem acesso a novas informações e meios mais modernos de atuação.
Assim, considerando por exemplo, 1990, ano em que ainda não tinha ocorrido a explosão de consumo internet/computadores no Brasil. Para uma pessoa normal, procurar emprego, informações gerais, o meio mais normal era o jornal impresso (que aos poucos vai deixando de existir, vide JB). Com a internet, as classes mais ricas tiveram acesso primeiro em relação aos mais pobres. Ou seja, para um dado tamanho da desigualdade no acesso, esse tamanho aumentou. Com isso a promoção de internet agora realizada tem como efeito corrigir esse aumento da lacuna. Isso só demonstra o quão rígido é a institucinalidade pública/política para entender as mudanças no mundo real para que possíveis mudanças na sociedade gerem "excluídos". Sim. Podemos dizer que as políticas deveriam ser mais "just in time". Analisar o hoje e o possível amanha da sociedade nunca foi o forte dos nossos governos.
Com isso chego ao ponto, que ao lermos notícias, devemos relativizar as coisas. Se temos avanços, ótimo. Mas temos que nos perguntar: avanço a que?? e estamos corrigindo problemas ou de fato avançando? Sim, vamos ser mais exigentes nas políticas. Pois quanto mais exigentes formmos, mais rapidamente nossa sociedade vai conseguir progredir de fato e não apenas ajustar problemas.
Outro ponto a questionar é que, depois do acesso, ricos e pobres (estou colocando nessa dicotomia para deixar mais explícito) acessarão igualitariamente a internet? Muito provavelmente não. Aí, em um chute meu (economistas adoram fazer isso =D), que a qualidade do material acessado deve ser positivamente correlacionado com a educação das pessoas. Ou seja, a desigualdade é corrigida de certa forma mas exposta em mais uma dimensão. A educação das pessoas.
Enfim, divaguei sobre o tema para voltar para a minha ideia sobre políticas, cobranças sobre o poder público e a minha principal opinião em relação a desigualdade social no Brasil. A educação está em sua causa primordial. Por isso votei no Cristovam Buarque para presidente nas últimas eleições e fico triste por ele não estar concorrendo agora.
Espero ter complicado mais do que ajudado =P
Entendo que o maior causador de desigualdade é a dificuldade ao acesso. Ou seja, o acesso ruim a uma educação de qualidade que não traz oportunidadas, a falta de acesso a meios formais de emprego, acesso a informação de boa qualidade.
A falta de acesso a alguma coisa gera desigualdade entre partes. Mas por que uma classe/parte tem acesso prioritário em relação a outras? No nosso país, chuto que seja renda a resposta. Classes com rendas mais elevadas tem acesso a novas informações e meios mais modernos de atuação.
Assim, considerando por exemplo, 1990, ano em que ainda não tinha ocorrido a explosão de consumo internet/computadores no Brasil. Para uma pessoa normal, procurar emprego, informações gerais, o meio mais normal era o jornal impresso (que aos poucos vai deixando de existir, vide JB). Com a internet, as classes mais ricas tiveram acesso primeiro em relação aos mais pobres. Ou seja, para um dado tamanho da desigualdade no acesso, esse tamanho aumentou. Com isso a promoção de internet agora realizada tem como efeito corrigir esse aumento da lacuna. Isso só demonstra o quão rígido é a institucinalidade pública/política para entender as mudanças no mundo real para que possíveis mudanças na sociedade gerem "excluídos". Sim. Podemos dizer que as políticas deveriam ser mais "just in time". Analisar o hoje e o possível amanha da sociedade nunca foi o forte dos nossos governos.
Com isso chego ao ponto, que ao lermos notícias, devemos relativizar as coisas. Se temos avanços, ótimo. Mas temos que nos perguntar: avanço a que?? e estamos corrigindo problemas ou de fato avançando? Sim, vamos ser mais exigentes nas políticas. Pois quanto mais exigentes formmos, mais rapidamente nossa sociedade vai conseguir progredir de fato e não apenas ajustar problemas.
Outro ponto a questionar é que, depois do acesso, ricos e pobres (estou colocando nessa dicotomia para deixar mais explícito) acessarão igualitariamente a internet? Muito provavelmente não. Aí, em um chute meu (economistas adoram fazer isso =D), que a qualidade do material acessado deve ser positivamente correlacionado com a educação das pessoas. Ou seja, a desigualdade é corrigida de certa forma mas exposta em mais uma dimensão. A educação das pessoas.
Enfim, divaguei sobre o tema para voltar para a minha ideia sobre políticas, cobranças sobre o poder público e a minha principal opinião em relação a desigualdade social no Brasil. A educação está em sua causa primordial. Por isso votei no Cristovam Buarque para presidente nas últimas eleições e fico triste por ele não estar concorrendo agora.
Espero ter complicado mais do que ajudado =P
segunda-feira, 19 de julho de 2010
"Rock" colorido
Atenção: Esse post não é politicamente correto.
Ontem, domingo, estava zapeando pelos canais da tv quando tropecei no record. Estava no programa do gugu. Neste já irrisório programa, tinha uma banda. Quatro meninos. Por um instante, abstraindo 98% da minha capacidade auditiva pensei: isso é rock??? o que é? putz! me ferrei e fui ver. Eram 4 meninos, cabelos com chapinha, calças no estilo sertanejo (ou seja, atochada) mas verde, rosa, coisas no melhor estilo marca texto, ahhh a música, sim, formação básica, guitarra, baixo bateria. A voz, normal para a idade deles, cantava letras bem infantis, no melhor estilo "sorvete na testa" e por acaso o guitarrista ficou com a nota sol durante mais da metade da música.....
esse é o cenário, aí eu fiquei observando. Incrédulo. "Mais que porra é essa?" Logo fui ao oráculo (google) e vi que o que tava passando era o Restart e que o gênero era o que chamavam de "emorock" e/ou "rock colorido". Aí eu pensei: colorido? ninguem nunca disse que cor do rock é PRETOOOOO!!!!!!!!! por acaso, vc ja ouviu um classico do rock mundial chamado "fear of the pink"? ou "fear of the green"?Ahh sim, "fear of the dark" já ouvi. Por acaso do mestre Bruce Dickinson, ou melhor,Capitão Nascimento do Rock. Fique triste, pois descobri mais um horrivel tipo de música (nãooo isso não é um gênero musical) mto pior que funk, calipso e coisas assim. Como dizia minha professora de música do CPII: "era melhor ouvir o silêncio"....
sinceramente, estou chocado! com a música nem tanto, porcarias sempre existiram. Mas com essa roupagem, com essa "boiolagem" explicita...sinceramente, várias adolescentes se matando de chorar por eles, é...triste, definitivamente as mães após falar pra não usar drogas, transar com camisinha, deviam falar: Não ouçam issoo!!!!! também penso que é necessario ter aulas de música na escola. No melhor estilo: olha, aqui no brasil temos bossa nova: tom jobim, temos samba, o primeiro foi "Pelo telefone". Temos o chorinho: dilermando reis e joão pernambuco e de estrangeiro temos o rock: Iron Maiden, Metallica, Sex Pistols. Rush, Nirvana, Guns e por aí vai. Tem rock brasileiro também, mas segue uma linha diferente, talvez pela diferença de idiomas. Mas com nomes importantissimos também: Quem nunca ouviu Legião Urbana?
Essas banda supracitadas são do "Sexo, Drogas e Rock'n'Roll. O que seria como lema desse "emorock": "Purpurina, boiolagem e mediocridade"????
sinceramente, nesses momentos tenho medo da democracia e gostaria de ver o DOPS em ação....
Ontem, domingo, estava zapeando pelos canais da tv quando tropecei no record. Estava no programa do gugu. Neste já irrisório programa, tinha uma banda. Quatro meninos. Por um instante, abstraindo 98% da minha capacidade auditiva pensei: isso é rock??? o que é? putz! me ferrei e fui ver. Eram 4 meninos, cabelos com chapinha, calças no estilo sertanejo (ou seja, atochada) mas verde, rosa, coisas no melhor estilo marca texto, ahhh a música, sim, formação básica, guitarra, baixo bateria. A voz, normal para a idade deles, cantava letras bem infantis, no melhor estilo "sorvete na testa" e por acaso o guitarrista ficou com a nota sol durante mais da metade da música.....
esse é o cenário, aí eu fiquei observando. Incrédulo. "Mais que porra é essa?" Logo fui ao oráculo (google) e vi que o que tava passando era o Restart e que o gênero era o que chamavam de "emorock" e/ou "rock colorido". Aí eu pensei: colorido? ninguem nunca disse que cor do rock é PRETOOOOO!!!!!!!!! por acaso, vc ja ouviu um classico do rock mundial chamado "fear of the pink"? ou "fear of the green"?Ahh sim, "fear of the dark" já ouvi. Por acaso do mestre Bruce Dickinson, ou melhor,Capitão Nascimento do Rock. Fique triste, pois descobri mais um horrivel tipo de música (nãooo isso não é um gênero musical) mto pior que funk, calipso e coisas assim. Como dizia minha professora de música do CPII: "era melhor ouvir o silêncio"....
sinceramente, estou chocado! com a música nem tanto, porcarias sempre existiram. Mas com essa roupagem, com essa "boiolagem" explicita...sinceramente, várias adolescentes se matando de chorar por eles, é...triste, definitivamente as mães após falar pra não usar drogas, transar com camisinha, deviam falar: Não ouçam issoo!!!!! também penso que é necessario ter aulas de música na escola. No melhor estilo: olha, aqui no brasil temos bossa nova: tom jobim, temos samba, o primeiro foi "Pelo telefone". Temos o chorinho: dilermando reis e joão pernambuco e de estrangeiro temos o rock: Iron Maiden, Metallica, Sex Pistols. Rush, Nirvana, Guns e por aí vai. Tem rock brasileiro também, mas segue uma linha diferente, talvez pela diferença de idiomas. Mas com nomes importantissimos também: Quem nunca ouviu Legião Urbana?
Essas banda supracitadas são do "Sexo, Drogas e Rock'n'Roll. O que seria como lema desse "emorock": "Purpurina, boiolagem e mediocridade"????
sinceramente, nesses momentos tenho medo da democracia e gostaria de ver o DOPS em ação....
domingo, 18 de julho de 2010
inovação é isso!!
Brasileiro desenvolve impressora de comida no MIT
O paulista Marcelo Coelho e seu colega israelense Amit Zoran são co-criadores de um sonho da ficção científica que pode imprimir alimentos a partir de combinações criadas pelos usuários. Os pesquisadores do Laboratório de Mídia do Massachusetts Institute of Technology criaram aparelhos que misturam, preparam e, incrivelmente, “imprimem” alimentos.
http://tecnologia.ig.com.br/noticia/2010/07/16/brasileiro+desenvolve+impressora+de+comida+no+mit+9540504.html
na boa, isso sim que é inovação, não é esss blablablas de inovação que vemos por aí...
inovação de processo, incremental..taí uma inovação RADICAL!! haaha
boa!!
O paulista Marcelo Coelho e seu colega israelense Amit Zoran são co-criadores de um sonho da ficção científica que pode imprimir alimentos a partir de combinações criadas pelos usuários. Os pesquisadores do Laboratório de Mídia do Massachusetts Institute of Technology criaram aparelhos que misturam, preparam e, incrivelmente, “imprimem” alimentos.
http://tecnologia.ig.com.br/noticia/2010/07/16/brasileiro+desenvolve+impressora+de+comida+no+mit+9540504.html
na boa, isso sim que é inovação, não é esss blablablas de inovação que vemos por aí...
inovação de processo, incremental..taí uma inovação RADICAL!! haaha
boa!!
Eleição presidencial, eles não estão preparados ou estão escondendo o jogo?
Depois do carnaval e da copa do mundo, para o grande público, agora o tema central do ano são as eleições desse ano. Em especial a escolha do(a) presidente do nosso território. A terra brasilis.
Finda as inscrições oficiais no TSE, ao todo 9 pessoas se candidataram à presidência. Entre eles, temos os 3 (dilma, serra e marina) principais candidatos com os quais me concentro nas divagações.
Por regulação, eles são obrigados ao se candidatarem, apresentar o programa de governo para o provável governo.
Em primeiro uma observação quanto a forma: Serra manda dois discursos enquanto programa de governo...para mim, desleixo total. A Dilma protocolou programa de governo errado e depois corrigiu. E olhando, não sei se é a fonte utilizada, mas parece que foi escrito à maquina de escrever.
Isso deveria ser o principal documento em relação as propostas de governo. Deveria ser esquematizado, estruturado, planejado, com metas. Sou suspeito, acho que com isso parece que tá "no meio das coxas"
Agora falar sobre determinadas áreas e apenas fazer divagações sobre as diretrizes, lembrando que tudo está muito vago e genérico. A pergunta que fica em questão: como vamos fazer? ? ?
Economia:
Dilma fala em manter estabilidade, investir em energia e infra-estrutura. Até aí ok. MAs fala em reforma tributária e conclusão da rodada de doha. Investir é bom. Mas como? quanto? com que $$? em que prazo?? Reforma tributária é difícil. Lula em seus 8 anos e seu apoio popular não conseguiu fazer...difícil. Mas ainda não há proposta de reforma tributária que seja consenso. Há ainda muito a se debater e discutir para ainda ter o problema de implementar. Rodada de Doha, sinceramente acho furada. Os principais movimentos hoje em comércio internacional são bilaterais e não multilaterais. Parece, ao meu ponto de vista, dado a não completude dela, uma direção equivocada.
Marina: manutenção da estabilidade e reforma tributária. Mesma crítica em relação a dilma. Genérico demais, não parece ser a praia dela.
Serra:Promover equilíbrio maior entre os estados sem promover disputa. Bem bonzinho, mas bem genérico. Aumentar investimentos (como?). Vamos lembrar que pra investir é necessário ou poupança (interna, externa, que seja)ou política expansionista (vamos rodar a maquininha do tesouro). Isso é necessário reflexão. E promover acordos de livre comércio. Bom mas será que ele já conversou com a indústria brasileira já? Que ainda é razoavelmente protegida.
Educação e saúde:
Dilma: Erradicação do anafalbetismo, que bom né! genérico. DRU para gerar mais recursos. ok.
Marina: Maior integração entre estados, municípios e união. Gostei, as esferas educacionais sempre foram muito separadas quando deveriam ser integradas. SAneamento básico e água de boa qualidade. Genérico pois isso é um desafio igualmente gigante em relação a infra estrutura do país. Regiões interioranas do país são muito deficientes nessa área.
Serra: basicamente buscar mais recursos.
O interessante dos candidados é a pouca ênfase na gestão dos recursos. EDucação e Saúde já são por lei as maiores pastas de governo. Impressão minha, falta eficiência ao sistema como um todo.
Segurança:
Dilma: Reforma do sistema prisional com penas alternativos. Parece bom, mas a avaliação de quem merece de fato pena alternativa merece destaque. Há bastante casos de pessoas que tem penas alternativas e fazem crimes. Isso é foco e há problema, de novo, de gestão. Não há nada sobre código civil e penal. Na melhoria da eficiência do judiciário. Criação da comissão da verdade, sinceramente, Acho desnecessário e parece revanchismo de quem foi torturado. A verdade é conhecida por todos. Torturadores e torturados (que também não eram "bonzinhos"). Não se isso deveria entrar como um foco central do plano de governo.Criação de um fundo para melhoria das polícias civis e militares. ÓTIMO e por último:Constituição de indústria nacional de defesa, em articulação com países da América do Sul. EM relação a indústria nacional, ok!!! agora em articulação com países da AS. Se Articular com chavez e evo morales? que fazer politicagem barata!!!e colombia que ainda tem gravez problemas com as farcs?? enfim, FURADA total ao meu ver.
Os outros dois escrevem menos, talvez por não ter o que dizer. Pelo menos a dilma deu mais a cara a tapa. Marina e Serra: propostas vazias e blabla.
Inclusão social: os três candidatos foram genéricos em aprimoramentos, esforços, normatizar e racionalizar..
Não vejo em nenhum momento a presença de metas, avaliações, planejamentos.....
Não sei se é viés meu. Mas sinto falta de políticas de longo prazo. Ainda não há movimentos para que ocorram políticas de estado ao inves de políticas de governo.
Em nenhum momento vimos reforma política...GRAVÍSSIMO!!!! é isso..
Esse ficou gigante, sorry =P
E gostaria de agradecer quem leu e comentou o primeiro post.
Abs
Finda as inscrições oficiais no TSE, ao todo 9 pessoas se candidataram à presidência. Entre eles, temos os 3 (dilma, serra e marina) principais candidatos com os quais me concentro nas divagações.
Por regulação, eles são obrigados ao se candidatarem, apresentar o programa de governo para o provável governo.
Em primeiro uma observação quanto a forma: Serra manda dois discursos enquanto programa de governo...para mim, desleixo total. A Dilma protocolou programa de governo errado e depois corrigiu. E olhando, não sei se é a fonte utilizada, mas parece que foi escrito à maquina de escrever.
Isso deveria ser o principal documento em relação as propostas de governo. Deveria ser esquematizado, estruturado, planejado, com metas. Sou suspeito, acho que com isso parece que tá "no meio das coxas"
Agora falar sobre determinadas áreas e apenas fazer divagações sobre as diretrizes, lembrando que tudo está muito vago e genérico. A pergunta que fica em questão: como vamos fazer? ? ?
Economia:
Dilma fala em manter estabilidade, investir em energia e infra-estrutura. Até aí ok. MAs fala em reforma tributária e conclusão da rodada de doha. Investir é bom. Mas como? quanto? com que $$? em que prazo?? Reforma tributária é difícil. Lula em seus 8 anos e seu apoio popular não conseguiu fazer...difícil. Mas ainda não há proposta de reforma tributária que seja consenso. Há ainda muito a se debater e discutir para ainda ter o problema de implementar. Rodada de Doha, sinceramente acho furada. Os principais movimentos hoje em comércio internacional são bilaterais e não multilaterais. Parece, ao meu ponto de vista, dado a não completude dela, uma direção equivocada.
Marina: manutenção da estabilidade e reforma tributária. Mesma crítica em relação a dilma. Genérico demais, não parece ser a praia dela.
Serra:Promover equilíbrio maior entre os estados sem promover disputa. Bem bonzinho, mas bem genérico. Aumentar investimentos (como?). Vamos lembrar que pra investir é necessário ou poupança (interna, externa, que seja)ou política expansionista (vamos rodar a maquininha do tesouro). Isso é necessário reflexão. E promover acordos de livre comércio. Bom mas será que ele já conversou com a indústria brasileira já? Que ainda é razoavelmente protegida.
Educação e saúde:
Dilma: Erradicação do anafalbetismo, que bom né! genérico. DRU para gerar mais recursos. ok.
Marina: Maior integração entre estados, municípios e união. Gostei, as esferas educacionais sempre foram muito separadas quando deveriam ser integradas. SAneamento básico e água de boa qualidade. Genérico pois isso é um desafio igualmente gigante em relação a infra estrutura do país. Regiões interioranas do país são muito deficientes nessa área.
Serra: basicamente buscar mais recursos.
O interessante dos candidados é a pouca ênfase na gestão dos recursos. EDucação e Saúde já são por lei as maiores pastas de governo. Impressão minha, falta eficiência ao sistema como um todo.
Segurança:
Dilma: Reforma do sistema prisional com penas alternativos. Parece bom, mas a avaliação de quem merece de fato pena alternativa merece destaque. Há bastante casos de pessoas que tem penas alternativas e fazem crimes. Isso é foco e há problema, de novo, de gestão. Não há nada sobre código civil e penal. Na melhoria da eficiência do judiciário. Criação da comissão da verdade, sinceramente, Acho desnecessário e parece revanchismo de quem foi torturado. A verdade é conhecida por todos. Torturadores e torturados (que também não eram "bonzinhos"). Não se isso deveria entrar como um foco central do plano de governo.Criação de um fundo para melhoria das polícias civis e militares. ÓTIMO e por último:Constituição de indústria nacional de defesa, em articulação com países da América do Sul. EM relação a indústria nacional, ok!!! agora em articulação com países da AS. Se Articular com chavez e evo morales? que fazer politicagem barata!!!e colombia que ainda tem gravez problemas com as farcs?? enfim, FURADA total ao meu ver.
Os outros dois escrevem menos, talvez por não ter o que dizer. Pelo menos a dilma deu mais a cara a tapa. Marina e Serra: propostas vazias e blabla.
Inclusão social: os três candidatos foram genéricos em aprimoramentos, esforços, normatizar e racionalizar..
Não vejo em nenhum momento a presença de metas, avaliações, planejamentos.....
Não sei se é viés meu. Mas sinto falta de políticas de longo prazo. Ainda não há movimentos para que ocorram políticas de estado ao inves de políticas de governo.
Em nenhum momento vimos reforma política...GRAVÍSSIMO!!!! é isso..
Esse ficou gigante, sorry =P
E gostaria de agradecer quem leu e comentou o primeiro post.
Abs
sábado, 17 de julho de 2010
primeira divagação.......concurso publico ou não
essa é a primeira divagação...primeiro texto no blog, em primeiro lugar agradecer os loucos que estão lendo (perdendo seu tempo) =P
gostaria de lembrar que aqui não há conclusões, mas como o nome sugere: divagações
como primeiro foco gostaria de escrever sobre concurso público, no entanto não no enfoque atual e corriqueiro, mas sim do ponto de vista econômico e da "otimalidade" do mercado de trabalho.
Muitos argumentam que as vantagens de um concurso público são os bons salários e a estabilidade no emprego em relação ao ambiente privado.
Fazendo um pouco de advogado do diabo, mas vamos lá.....
não são poucos os pares meus que hoje estão bem empregos na esfera privada com bons salários, muitos economistas e outros não economistas também. Em geral todos com boas qualificações e com boa capacidade intelectual/acadêmica. Com isso vejo que não há pressão sobre esses bons profissionais a uma corrida ao concurso público. E ainda para eles, não raro é a presença de propostas de emprego.
Pode ser que a amostra esteja viesada, mas para eles a sedução do concurso publico não está presente.
Com isso surge a causa dessa divagação, em um país com crescimento econômico bom, faltariam bons empregos privados? a priori tenho a chutar uma resposta negativa. Mas sim que ocorra a falta de sinais claros do mercado de trabalho privado em que tipo de profissionais, qualificações estão necessitando. Ou seja, a imperfeita informação neste mercado faz com que ocorra uma sensação de diminuição de demanda por traballho (diminuição relativa) e com isso uma maior pressão sobre os concursos públicos. Acrescentaria ainda os extensos processos seletivos de grandes empresas (que oferecem os melhores empregos) como impulsionador disso. (não estou criticando os processos seletivos, buscam melhores profissionais, mas estou colocando um ponto adverso desses processos). Por acaso, existiria sinal mais claro ao mercado que um edital com formação e salários?
Outro ponto, em relação ao nível médio. Parece claro que o custo relativo de estudar para um concurso nível médio / qualificação nível médio em relação ao salário relativo dessas opções. Me parece que nesse caso o concurso oferece vantagem sim e por isso o concurso seria a melhor opção. No caso do superior, não sei ao certo, as diferenças informacionais e desse custo/salário não são tão claros pra mim. Uma vez que ha uma maior heteregeneidade entre as carreiras....
Vale ressaltar do ponto de vista de bem estar de sociedade, não é claro a idade ótima para alguem ingressar na carreira publica, do ponto de vista da sociedade. Dado que uma pessoa está na fase mais produtiva da carreira, ele geraria maior bem estar no mercado privado ou público?? E quando está com menor produtividade, lá pelos 40 anos por exemplo e quer maior estabilidade (dada a presença de familia/filhos) não seria a idade ideal para um emprego publico??
ou seja, há uma alocação intertemporal entre emprego publico privado do ponto de vista individual e social que deve ser levado em conta.........
gostaria de lembrar que aqui não há conclusões, mas como o nome sugere: divagações
como primeiro foco gostaria de escrever sobre concurso público, no entanto não no enfoque atual e corriqueiro, mas sim do ponto de vista econômico e da "otimalidade" do mercado de trabalho.
Muitos argumentam que as vantagens de um concurso público são os bons salários e a estabilidade no emprego em relação ao ambiente privado.
Fazendo um pouco de advogado do diabo, mas vamos lá.....
não são poucos os pares meus que hoje estão bem empregos na esfera privada com bons salários, muitos economistas e outros não economistas também. Em geral todos com boas qualificações e com boa capacidade intelectual/acadêmica. Com isso vejo que não há pressão sobre esses bons profissionais a uma corrida ao concurso público. E ainda para eles, não raro é a presença de propostas de emprego.
Pode ser que a amostra esteja viesada, mas para eles a sedução do concurso publico não está presente.
Com isso surge a causa dessa divagação, em um país com crescimento econômico bom, faltariam bons empregos privados? a priori tenho a chutar uma resposta negativa. Mas sim que ocorra a falta de sinais claros do mercado de trabalho privado em que tipo de profissionais, qualificações estão necessitando. Ou seja, a imperfeita informação neste mercado faz com que ocorra uma sensação de diminuição de demanda por traballho (diminuição relativa) e com isso uma maior pressão sobre os concursos públicos. Acrescentaria ainda os extensos processos seletivos de grandes empresas (que oferecem os melhores empregos) como impulsionador disso. (não estou criticando os processos seletivos, buscam melhores profissionais, mas estou colocando um ponto adverso desses processos). Por acaso, existiria sinal mais claro ao mercado que um edital com formação e salários?
Outro ponto, em relação ao nível médio. Parece claro que o custo relativo de estudar para um concurso nível médio / qualificação nível médio em relação ao salário relativo dessas opções. Me parece que nesse caso o concurso oferece vantagem sim e por isso o concurso seria a melhor opção. No caso do superior, não sei ao certo, as diferenças informacionais e desse custo/salário não são tão claros pra mim. Uma vez que ha uma maior heteregeneidade entre as carreiras....
Vale ressaltar do ponto de vista de bem estar de sociedade, não é claro a idade ótima para alguem ingressar na carreira publica, do ponto de vista da sociedade. Dado que uma pessoa está na fase mais produtiva da carreira, ele geraria maior bem estar no mercado privado ou público?? E quando está com menor produtividade, lá pelos 40 anos por exemplo e quer maior estabilidade (dada a presença de familia/filhos) não seria a idade ideal para um emprego publico??
ou seja, há uma alocação intertemporal entre emprego publico privado do ponto de vista individual e social que deve ser levado em conta.........
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