Na última terça feira estive presente numa colação de grau de uma turma de enfermagem. Em todos aqueles discursos em relação a profissão. Aquele auto-vangloriamento comum em todas as colações de todos os graus possíveis. No meio disso, uma coisa me chamou bastante atenção: Desde cedo as meninas (entrar na faculdade com 18 anos) se acostumaram a ter o contato com a vida, sofrimento, dor, morte de pessoas reais. Tiveram contato com a vida real em uma de suas facetas mais claras, pra não dizer mais chocantes. E isso é importante para dar a noção de quão importante é a profissão delas.
Mas que raios isso tem a ver com os economistas e sua formação????
Durante a faculdade ficamos muito prezos a otimizações de utilidade (seja la o que isso for), cambio, juros, PIB, otimizações de uma função de bem estar social seja lá qual for....algo sempre muito longe do humano, do ser humano. Não estou dizendo que isso é desnecessário, é algo muito importante para o "adestramento/formação" teórica do economista. Mas ao fim da faculdade, muito mal discutimos concentração de renda, pobreza, como problemas de alocação de investimentos inflencia relativamente o bem estar da vida das pessoas??? é mais importante para a vida um investimento em um porto ou em rede básica de esgotos? os economistas teriam um meio de avaliar isso? se economista é especialista na alocação de recursos escassos, deveríamos ter essa resposta. Se um economista faz uma barbeiragem numa empresa, pessoas são demitidas. E o impacto na vida dessas pessoas?? será que a formação do economista deu a ele a entender o quão importante é esse impacto?? sinceramente acho que não. Apenas estamos maximizando blablabla. Se tivemos períodos de alta inflação, que age como um imposto regressivo, isso impacta negativamente os mais pobres, temos noção disso?
Algo sempre me irritou em economia: no longo prazooooooooo as economias se desenvolverão....no longo prazo seremos desenvolvidos. aí eu me pergunto: pra que que isso serve se no longo prazo eu estarei morto???
Enfim, tenho a nítida impressão que se os economistas fossem mais humanos nos seus objetivos, ou seja, mais diretos no que realmente importa: no bem estar das pessoas, teríamos uma sociedade com um nível de bem estar melhor pois não perderíamos tempo com coisas "não importantes" para a sociedade.
Por Caroline Graebin:
ResponderExcluirconcordo que um senso maior de realidade caíria muito bem à formação de um economista
não
entretanto
acho que a maior falaha na formação dos economistas é a preocupação excessiva com o método
quando se faz uma pesquisa, o que vejo com maior freqüência é alguém dizer: "vou usar tal modelo, mas ainda não sei exatamente o tema que vou escrever, vai ser algo de finanças"
as pessoas primeiro decidem o método
depois o tema da pesquisa
isso limita muito a qualidade do trabalho
é isso ae
ResponderExcluirAcho q os economistas precisam de choque de realidade....
Vamos todos acampar no sertão nordestino??????